quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Ano novo

Hoje é o dia que dá início a um novo ano. É o dia primeiro. Todos queremos iniciar mais um ano com esperanças renovadas. É um momento de alegria e confraternização. As rogativas, em geral, são para que se tenha muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender. Mas será que se tivermos tudo isso teremos a garantia de um ano novo cheio de felicidade? Se Deus nos dá saúde, o que normalmente ocorre é que tratamos de acabar com ela em nome das festas. Seja com os excessos na alimentação, bebidas alcoólicas, tabaco, ou outras drogas não menos prejudiciais à saúde. Não nos damos conta de que a nossa saúde depende de nós. Dessa forma, se quisermos um bom ano, teremos que fazer a nossa parte. Se pararmos para analisar o que significa a passagem do ano, perceberemos que nada se modifica externamente. Tudo continua sendo como na véspera. Os doentes continuam doentes, os que estão no cárcere permanecem encarcerados, os infelizes continuam os mesmos, os criminosos seguem arquitetando seus crimes, e assim por diante. Nós, e somente nós podemos construir um ano melhor, já que um feliz ano novo não se deseja, se constrói. Poderemos almejar por um ano bom se desde agora começarmos um investimento sólido, já que no ano que se encerra tivemos os resultados dos investimentos do ano imediatamente anterior e assim sucessivamente. Poderemos construir um ano bom a partir da nossa reforma moral, repensando os nossos valores, corrigindo os nossos passos, dando uma nova direção à nossa estrada particular. Se começarmos por modificar nossos comportamentos equivocados, certamente teremos um ano mais feliz. Se pensarmos um pouco mais nas pessoas que convivem conosco, se abrirmos os olhos para ver quanta dor nos rodeia, se colocarmos nossas mãos no trabalho de construção de um mundo melhor, conquistaremos, um dia, a felicidade que tanto almejamos.

Só há um caminho para se chegar à felicidade. E esse caminho foi mostrado por quem realmente tem autoridade, por já tê-lo trilhado. Esse alguém nós conhecemos como Jesus de Nazaré, o Cristo. No ensinamento "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo" está a chave da felicidade verdadeira. Jesus nos coloca como ponto de referência. Por isso recomenda que amemos o próximo como a nós mesmos nos amamos. Quem se ama preserva a saúde. Quem se ama não bombardeia o seu corpo com elementos nocivos, nem o espírito com a ira, a inveja, o ciúme etc. Quem ama a Deus acima de todas as coisas, respeita sua criação e suas leis. Respeita seus semelhantes porque sabe que todos fomos criados por ele e que ele a todos nos ama. Enfim, quem quer um ano novo repleto de felicidades, não tem outra saída senão construí-lo. Importa que saibamos que o novo período de tempo que se inicia, como tantos outros que já passaram, será repleto de oportunidades. Aproveitá-las bem ou mal, depende exclusivamente de cada um de nós. *** O rio das oportunidades passa com suas águas sem que retornem nas mesmas circunstâncias ou situação. Assim, o dia hoje logo passará e o chamaremos ontem, como o amanhã será em breve hoje, que se tornará ontem igualmente. E, sem que nos demos conta, estaremos logo chamando este ano que se inicia de ano passado e assim sucessivamente. Que todos possamos aproveitar muito bem o tesouro dos minutos na construção do amanhã feliz que desejamos, pois a eternidade é feita de segundos.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Rituais Natalinos

Nem todas as pessoas associam os festejos natalinos aos rituais. A enorme energia, que é liberada nesta época, daria para iniciar um processo de Cura e Paz na Terra, que teria o efeito em cascata igual ao do “Centésimo Macaco” – caso a Humanidade tivesse consciência, do que ocorre a nível sutil.
Os rituais fazem parte de um conhecimento pré-histórica, quando os primeiros xamãs descobriram que a forma de contatar os deuses seria realizar algumas práticas sagradas com a “Intenção Clara” de fazer este re-ligare, possibilitando assim a realização de seus apelos e agradecimentos. Partindo deste princípio, vamos xamãs nos interligar de corações e almas, utilizando esta energia dispersa como fonte gerada pelo espírito fraterno, que ainda prevalece nesta época entre os homens de boa vontade.
Três rituais, para esse intento, me foram inspirados pela Madona Negra e o Espírito Santo, que me enviaram a força do dom “ Intuição e Sabedoria” que diz:
“Aquele que abre o seu coração ouvirá nossa voz como Intuição-Sabedoria e saberá aliá-la à capacidade de análise e síntese, chegando assim à Terra da Sabedoria que, como leite, jorra do coração generoso da Mãe Terra” (Xamanismo Matricial – As Cartas da Madona Negra e do Divino Espírito Santo).
1º Ritual – Natal:- gratidão, aceitação das graças recebidas por tudo que criamos.
Ritual – Ano Novo:- reconciliação, unindo os opostos.
Ritual – Reis Magos:- prosperidade, aqui-agora.
NATAL
Ritual de Gratidão pela vinda do Cristo Salvador, honrando sua Mãe Maria
Reúna todas as mães da sua família e as amigas, desde as matriarcas do seu clã até as recém-mamães. Prepare uma guirlanda de flores para cada uma e peça para que se vistam com uma roupa cerimonial ou veste xamânica. Antes das 12 hs, convide todos os presentes a aquietar e unir seus corações e mentes, formando um grande círculo interligado pelas mãos.
Delas, passa vindo do seu coração, uma intensa luz (calor) de energia amorosa. Em seguida as mães presentes formam um círculo interno. As mães devem honrar os elementos fogo e água e trazerem uma jarra com leite e mel. Uma delas, a mais velha, se destaca e proclama que todas estão unidas pelo sentimento de gratidão pela vinda do Cristo que permanece nos nossos corações e pela reverência à missão dolorosa de Maria. O fogo é aceso para transmutar todas as dores das mães da humanidade que perderam seus filhos e lavam-se as mãos, para limpar do coração definitivamente este mesmo sentimento. Em seguida as mães levantam os braços aos céus, erguem seus corações e rezam:
“Oh Divina Mãe Maria! Nós oferecemos nossa sagrada gratidão, por teres aceito ser a Mãe do Cristo e por passar pela mais dolorosa de todas as dores, a perda de um filho. Que os nossos corações abriguem, transmutando esta dor, o dom maior que nos ensinastes: a Misericórdia.
Aleluia! Aleluia! Aleluia!” (canto)
ANO NOVO
Ritual de Reconciliação, Unindo os Opostos
Faça uma viagem, acompanhado(a) de seu animal de poder e veja com quem ou com o quê, você deve se reconciliar. Prepare a roupa branca que você irá vestir e o local de passagem do ano que se foi, ou melhor, que ficou, deixando mais uma vez em sua vida marcas indeléveis. Se possível, vá para a praia honrar a nossa Mãe Yemanjá. Esta prática cada vez se torna mais difundida em várias partes do mundo, notadamente na América do Sul, na Flórida e nas águas geladas dos mares de Portugal. Mas, caso a ida ao mar não seja possível, prepare uma bela bacia com água, sal, e como xamã urbano, faça este ritual.
O elemento Ar será honrado e ele levará os seus pedidos ao Cosmo. Portanto queime velas, incensos ou ervas, de preferência noz moscada para a Grande Deusa. Invoque o seu elemental pessoal ou o seu eu-básico e peça que ele vá, levado pelo irmão Ar, à presença de cada pessoa ou evento que você necessita perdoar e se reconciliar.
Quando sua revisão terminar, dê um mergulho profundo no seu inconsciente e reconcilie-se com os dois opostos básicos que todos nós enfrentamos na hora de mudanças: a Esperança e o Medo. A Esperança move todos os nossos propósitos de Ano Novo e o Medo nos paralisa na ação de mudar. Dialogue com seu medo, veja de onde ele vem, aplaque-o, pratique a entrega de sua vida à Mãe Yemanjá, a Grande Deusa, a Madona Negra e confie! A Esperança é sempre a nossa grande aliada, pois quando a caixa de Pandora foi aberta, libertando todos os males do mundo, ela quis permanecer no fundo do baú para, tal qual uma fada madrinha, dar sempre o toque salvador.
Faça seus pedidos, agradecendo como se já os tivesse recebido, sentindo isso no corpo, na mente e no espírito. Pule suas sete ondinhas ou derrame sete vezes a água com sal sobre sua cabeça e saúde Yemanjá, nossa Grande Mãe de fartos seios. Envie para o Cosmo esta energia sutil, para que ela se una a todas que estão sendo geradas inconscientemente neste momento.
Que a Paz prevaleça nos nossos mundos internos e externos. Axé!
REIS MAGOS
Ritual de Semeadura da Prosperidade: O "aqui-agora"
Vamos agora honrar o elemento Terra, pouco comemorado no Brasil, mas intensamente difundido na Europa (em Portugal as crianças só recebem os presentes de Natal, trazidos pelos Reis Magos, apesar de cultivarem intensamente o Pai Natal no dia 25).
Dentro da tradição do Xamanismo Matricial, além de honrarmos os Reis Magos no dia 6 de Janeiro, nós cultivamos uma milenar tradição da Idade Média, com ecos profundos no matriarcado, quando se cultuava a Grande Mãe Terra e que até hoje é muito difundido na Itália. Na véspera do dia 6 iremos cultuar a bruxa Befana, aquela que é a patrona da Prosperidade e só nos traz o que é devido.
Em algumas aldeias da Itália, ainda hoje prevalece o costume dela trazer para o "bom menino" aquilo que ele pediu e merece e para o “mau menino” ela dá apenas pedaços de carvão! É para esta poderosa criatura, que sem amor ou ódio nos traz o que a vida nos destina, com justiça e abundância. Ela é a Força!
Para o ritual prepare uma cesta com frutas, nozes, sementes (milho, girassol, feijão, etc) e muitas flores. O casal mais velho e o mais moço do seu clã carregarão a cesta. Reúna-os sentados em volta da fogueira (ou de um fogareiro em brasas - somos xamãs urbanos, mas não deixamos de seguir os trâmites dos rituais). Queime cominho, por todo o tempo do ritual, a única erva que ela aceita. Não peça nada, veja-se na situação desejada ou deixe um branco, para o que possa vir de melhor ainda. Seus sentimentos, pensamentos e emoções devem estar aliados.
Firme-os com a respiração e a Intenção Clara de oferecer à Befana, os frutos da Mãe Terra, para que ela os consagre, abençoe e multiplique. Ofereça os frutos de sua vida, seus talentos, realizações, suas dores transmutadas em ação. Um a um, quem terminou vai se levantando. Os dois casais então encabeçam uma procissão até a porta da casa (ou varanda de apartamento), oferecendo a cesta à Befana.
Elevem seus corações e visualizem esta oferenda sendo distribuída para todos que a necessitam. Envie esta energia sutil para se aliar a todos que, mesmo inconscientemente estejam nesta vibração. No dia seguinte, com sua família e amigos, coma as frutas, plante no jardim ou num vaso as sementes e enterre as flores, honrando a Mãe Terra.
A Prosperidade, não importa como ela se revele, baterá à sua porta. Abra-a!
Iniciaremos, ao praticar estes rituais, a grande utilização da energia dos Festejos Natalinos, como numa enorme Onda de Possibilidades de Mudança da Humanidade

RITUAL CELTA PARA ARMAR ARVORE DE NATAL

Todos os anos, desde dos tempos imemoriais, é costume, no início do mês de dezembro, as famílias realizarem o rito de armar a árvore de Natal. Todos aqueles que conservam as velhas tradições, utilizam todo o tipo de abeto, pinheiros silvestres ou brancos, de acordo com a origem de seus ancestrais. Esses costumes foram se modificando, mas a maioria remontam das velhas tradições européias.
Aqui no Brasil, é costume armar a árvore de natal no dia 6 de dezembro, dia consagrado a São Nicolau, o nosso velho conhecido Papai Noel. Já na Europa, podemos ver árvores natalinas montadas a partir de 25 de novembro.
O Natal é uma festa cristã que coincide com o solstício, que compreende alguns cultos solares que provêm de ritos persas de adoração da luz divina. Essa data, por ser religiosa, é tempo de orações, agradecimentos e desejos que movem muitas energias e são especiais para todo o tipo de culto.
Mas porque se escolhe o pinheiro como árvore de Natal?
O que se sabe, é que os celtas caminhavam em grupos pelos sulcos da terra buscando o último pinheiro, que geralmente era o mais alto que encontravam, sabendo que habitava nele um grande espírito protetor, que era nada na verdade, um gnomo. Percorriam o longo caminho carregados de fé e esperança em seus desejos que, ao chegarem até a árvore sagrada, atavam faixas vermelhas, onde escreviam seus pedidos para o natal, acreditando que o espírito protetor da árvore (gnomo) os concederia.
Os Celtas, tinham conhecimento da sabedoria da natureza, era sábia e também escutava, por isso colocavam as faixas e as deixavam até que caíssem sozinhas...
Seguindo os ensinamentos dos celtas, é muito bom, que quando formos armar a árvore de natal, é necessário que cada integrante da família participe e escreva com lápis três desejos em uma fita vermelha (sem brilho) de tela, larga, não deixando de colocar o nome da pessoa, pedindo:
"A TODOS OS DUENDES BENÉFICOS DA TERRA.......
Pedidos:.........
AMÉM, AMÉM, AMÉM!"
A fita deve ficar atada a árvore até dia 6 de janeiro, dia consagrado para desarmá-la. É quando então devemos realizar o seguinte ritual:
Em uma vasilha, coloca-se 7 pedaços de carvão e por cima jogamos tomilho, louro, incenso e queimamos nossas fitas até se dissolverem por completo, com a segurança que nossos nobres desejos serão satisfeitos.
No dia em que armarmos a árvore de natal, devemos deixar ao seu pé, uma cesta com 3 amêndoas, três nozes e três avelãs e uma taça com mel com uma avelã descascada dentro (para pedir dinheiro, abundância, trabalho e prosperidade).
Em um pote de barro, colocaremos 7 moedas douradas (de 1 centavo), cobertas com mel, dessa maneira agradeceremos nossos pequenos amigos, e eles se sentirão certos que depositamos toda nossa confiança neles. Para as amigas fadas, devemos deixar em um cantinho da casa um pastel banhado em mel e em uma das janelas, um pequeno pratinho com gengibre e mel.
Com esses pequenos rituais podemos ter toda a magia da natureza e a ajuda de nossos pequenos amigos em nossos brindes das festas de final de ano. Quando eles se sentem a vontade em nossa casa, trabalham incansavelmente para proteger todos os membros da família que nela habitam e não tenha dúvida que é o que acontecerá!

Novena Gnóstica da Mãe Divina

Esta prática é uma das mais profundas e fortes para aquele que realmente necessita de uma ajuda muito especial dos Mundos Divinos. Necessita-se de muita fé, paciência e perseverança.
Esta prática deve ser realizada por exatamente 9 dias, sem faltar uma única hora ou dia.
Em seu quarto, ou em seu altar pessoal (se você tiver um), acenda uma vela. Faça a Oração da Ave Maria por 7 vezes e em seguida suplique à sua Mãe Divina, à Nossa Senhora Interior (pois todos a temos no fundo de nossos corações), aquilo que estamos necessitando. Em seguida, agradeça e apague a vela. Uma hora depois, volte a acender a mesma vela e ore novamente por 7 vezes a Ave Maria; faça sua súplica (sempre a mesma) e, depois dos sinceros agradecimentos, apague a vela. Faça isso ininterruptamente, com exceção das horas de sono, pelos 9 dias seguidos.
Aconselhamos que se faça esta prática para assuntos de difícil resolução, para resolvermos problemas muito graves ou complicados demais. Se isso for feito na época próxima do Natal, seus resultados serão muito profundos.
Querido estudante do esoterismo, estas práticas são extremamente objetivas e podem nos dar soluções e encaminhamentos para nossa vida de seres humanos.
Temos ainda outras práticas, como a Oração ao Senhor Anúbis, que é muito poderosa.

Magia Elemental da Româzeira

Esta prática é outra sugestão para o Ano-Novo, e deve-se realizar à meia-noite de 31 de dezembro. Preferentemente, tenha uma romãzeira no jardim de sua casa.
Primeiro, abençoe a árvore e peça mentalmente permissão, com muito amor, ao Elemental dessa romãzeira para realizar a prática mágica. Segure firme no tronco da árvore com suas duas mãos e suplique ao elemental para que envie sua oração, sua petição, ao anjo Supremo de todos os elementais das romãzeiras de todo o mundo. A seguir, implore ao Supremo Anjo Governador das romãzeiras para que abençoe sua família, sua casa, seus negócios, sua saúde. E, acima de tudo, que abra seu coração para que você possa compreender o porquê de sua vida, de seus karmas, e o que você deve fazer para transcender os impedimentos e obstáculos que travam sua vida (se os houver, é claro). Peça muita sabedoria, muita compreensão e, principalmente, humildade para trilhar o Caminho do Autoconhecimento.
Depois de feitas as petições, vocalize o mantra sagrado do mundo etérico das romãzeiras, que é: EGO-O-A-VAGO. Vocalize este mantra verbalmente e, logo em seguida, somente em pensamento.
Se possível, entre em meditação por alguns instantes e sinta a energia que vibra dentro de você.
Antes de se retirar, leve 3 folhas dessa árvore com a qual você comungou com a Magia do Amor e coloque-as em seu travesseiro. Um pouco antes de dormir, suplique ao seu Pai Interior, ao seu Cristo Interno, para que o leve astralmente ao interior da “Igreja Astral das Romãzeiras”. Tente, pela manhã, lembrar-se de seus sonhos.

A Oração do Coração de Jesus

Esta prática simples e sagrada ao mesmo tempo sempre foi praticada pelos cristãos do Oriente, seguidores da Filokália, ou Psicologia Gnóstica Superior.
Exatamente à meia-noite do dia 24 para o dia 25 de dezembro, pare suas atividades, sua ceia de Natal, suas comemorações ou outra coisa qualquer e relaxe seu corpo por alguns instantes, num lugar calmo e silencioso.
Comece a respirar lenta e profundamente por alguns instantes e concentre-se unicamente nos batimentos de seu coração.
Em seguida, sincronize respiração e oração. Ao encher seus pulmões de ar, repita mentalmente a frase: “Meu Cristo Íntimo, desperta minha Consciência Espiritual...” Repita essa frase por algumas vezes, umas dez pelo menos. Logo em seguida, visualize seu coração cheio de uma intensíssima luz dourada e dentro dessa luz imagine o rosto de Jesus, todo cheio de glória, alegria, felicidade, amor e sabedoria.
A partir de agora, peça ao seu Cristo Interior aquilo que você mais deseja, mais quer que se realize, no próximo ano. Peça que ele cuide de você e de sua família, que o guie a cada instante do próximo ano que está se aproximando.
Lembre-se: seus pedidos, suas orações, devem sair do fundo do coração, da forma mais singela e objetiva possível.
Por que se deve realizar esta prática à meia-noite de 24 para 25 de dezembro? Nesses instantes, o chacra cardíaco de nosso amado mestre Jesus se abre totalmente e de seu Sagrado Coração se espalham poderosas radiações de Átomos Crísticos para todo o nosso planeta.

IEMANJÁ

A majestade dos mares. Senhora dos oceanos, sereia sagrada, Iemanjá é a Rainha das águas salgadas, considerada como mãe de todos Orixás, regente absoluta dos lares, protetora da família. Chamada também como a Deusa das Pérolas, Iemanjá é aquela que apara a cabeça dos bebês no momento do nascimento.
Essa força da natureza também tem um papel muito importante em nossas vidas, pois é ela que vai reger nossos lares, nossas casas. É Iemanjá que vai dar o sentido de “família” a um grupo de pessoas que vivem debaixo de um mesmo teto. Ela é a geradora e personalidade ao grupo formado por pai, mãe e filhos, transformando-os num grupo coeso.
Iemanjá é o sentindo de educação que damos aos nossos filhos, os mesmos que recebemos de nossos pais, que aprenderam com nossos avós. Ela, Iemanjá, rege até o castigo, as sanções que aplicamos aos filhos. É o sentido básico, é a base da formação de uma família, aquela que vai gerar o amor do pai pelo filho, da mãe pelo filho, dos filhos pelos pais, transformando tais sentimentos num só, poderoso, imbatível, que se perpetuará.
Iemanjá é a família! Rege as reuniões de família, os aniversários, as festas de casamento, as comemorações que se fazem dentro da família. É o sentido da união, seja ligado, por laços consangüíneos, ou não.
Dentro do culto, numa casa de santo, Iemanjá também atua organizando e dando sentindo ao grupo, à comunidade ali reunida e transformando essa convivência num ato familiar; criando raízes e dependências; proporcionando o sentimento de irmão pra irmão em pessoas que há bem pouco tempo não se conheciam; proporcionando também o sentimento de pai para filho, ou de mãe para filho e vice-versa, nos casos do relacionamento do Babalorixás, ou Ialorixás como os Omo Orixás (filhos de Santo).
Iemanjá também está presente nas decisões, nos momentos de angústia e preocupação pelo ente querido, pois seus sentimentos geram os nossos, A necessidade de saber se aqueles que amamos estão bem, a dor pela preocupação, é uma regência de Iemanjá, que não vai deixar morrer dentro de nós o sentido de amor de amor ao próximo, principalmente em se tratando de um filho, filha, pai, mãe, outro parente, ou amigo muito querido. E estendemos isso, também, às comunidades da Religião.
Iemanjá é a preocupação e o desejo de ver aquilo que amamos a salvo, sem problemas. É a manutenção da harmonia do lar.
Está presente também no nascimento, pois é ela quem vai aparar a cabeça do bebê, exatamente no momento do seu nascimento. Se Exu fecunda e Oxum cuida da gestação, é Iemanjá quem vai receber aquela nova vida no mundo e entregá-la ao seu regente, que inclusive pode ser até ela mesma. Isto tem uma importância muito grande, no sentido e na visão da Cultura Africana, sobre a fecundação e concepção da vida humana. Iemanjá é a senhora dos lares, pois, desde o nascimento, ou a partir do nascimento, ela cuidará da família.
Daí o titulo de Iyá (mãe), melhor, Iyá – Ori (mãe da cabeça) e plasmadora de todas as cabeças; aquela que gera o Ori, que dá o sentido da vida e nos permite pensar, raciocinar, viver normalmente como seres pensantes e inteligentes.
Iemanjá está presente nos mares e oceanos. É a Senhora das águas salgadas e será ela que proporcionará boa pesca nos mares, regendo os seres aquáticos e provendo o alimento vindo de seu reino. Iemanjá é a onda do mar, o maremoto, a praia em ressaca, a marola, É ela quem controla as marés, é ela quem protege a vida no mar.

Mitologia
Filha de Olokun, Iemanjá nasceu nas águas. Teve três filhos: Ogum, Oxossi e Exu.
Conta a lenda que Ogum, o guerreiro, filho mais velho, partiu para as suas conquistas; Oxossi, que se encantara pela floresta, fez dela a sua morada e lá permaneceu, caçando; e Exu, o filho problemático, saiu pela mundo.
Sozinha Iemanjá vivia, mas sabia que seus filhos seguiam seus destino e que não podia interferir na vida deles, já que os três eram adultos.
Comentava consigo mesma:
- Ogum nasceu para conquistar. É bravo, corajoso, impetuoso. Jamais poderia viver num lugar só. Ele nasceu para conhecer estradas, conquistar terras, nasceu para ser livre. Exu, que tantos problemas já me deu, nasceu para conhecer o mundo e dos três é o mais inconstante, sempre preparado surpresas; imprevisível, astuto, capaz de fazer o impossível, também nasceu para conhecer o mundo. Oxossi, meu querido caçula, bem que tentei prendê-lo a mim, mas no fundo sabia que teria seu destino. Ele é alegre, ativo, inquieto. Gosta de ver coisas belas, de admirar o que é bonito e é um grande caçador. Nasceu para conhecer o mundo também e não poderia segurá-lo...
Iemanjá estava perdida em seus pensamentos quando viu que, ao longe, alguém se aproximava. Firmou a vista e identificou-o: era Exu, seu filho, que retornara depois de tanto tempo ausente. Já perto de seu mãe, Exu saudou-a e comentou:
- Mãe, andei pelo mundo mas não encontrei beleza igual à sua. Na conheci ninguém que se comparasse a você!
- O que está dizendo, filho? Eu não entendo!
- O que quero dizer é que você é a única mulher que me encanta e que voltei para lhe possuir, pois é a única coisa que me falta fazer neste mundo!
E sem ouvir a resposta de sua mãe, Exu tomou-lhe à força, tentando violentá-la. Uma grande luta se deu, pois Iemanjá não poderia admitir jamais aquilo que estava acontecendo. Bravamente, resistiu às investidas do filho que, na luta, dilacerou os seis da mãe. Enlouquecido e arrependido pelo que fez, Exu “caiu no mundo”, sumindo no horizonte.
Caída ao chão, Iemanjá entre a dor, a vergonha, a tristeza e a pena que teve pela atitude do filho, pediu socorro ao pai Olokun e ao Criador, Olorun. E, dos seus seios dilacerados, a água, salgada como a lágrima, foi saindo, dando origem aos mares.
Exu, pela atitude má, foi banido para sempre da mesa dos Orixás, tendo como incumbência eterna ser o guardião, não podendo juntar-se aos outros, na corte.
Iemanjá que, deste modo, deu origem ao mar, procurou entender a atitude do filho, pois ela é a mãe verdadeira e considerada a mãe não só de Ogum, Exu e Oxossi, mas de todo o panteão dos Orixás.

Dia: sábado;
Data: 2 de fevereiro;
Metal: prata e prateados;
Cor: branco transparente;
Partes do corpo: cabeça (inconsciente e equilibro mental), cérebro (comanda o corpo);
Comida: epo de milho branco, manjar branco com leite de coco e açúcar, acaçá, peixe de água salgada, bolo de arroz, mamão.
Arquétipo: voluntariosos, fortes, rigorosos, protetores, altivos e algumas vezes, impetuosos e arrogantes. Têm sentido de hierarquia, fazem-se respeitar, são justos e formais. Põem à prova as amizades que lhe são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se perdoam, não esquecem jamais. Preocupam-se com os outros, são maternais e sérios. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das fazendas azuis e vistosas, das jóias caras. Tem tendência a vida suntuosa, mesmo se as possibilidades não lhes permitem tal falso


RITUAL DE ENTREGA (só mulheres) para Iemanjá

Você deve fazer este ritual numa praia, em água corrente e até visualizando um destes ambientes. Primeiro mentalmente viaje até seu útero, no momento do encontro se concentre. Respire profundamente e leve novamente sua consciência para o útero. Agora respire pela vulva. Quando se achar pronta, com o mar a sua frente, entre nele. Sinta a água acariciando seus pés, ouça o barulho das ondas no seu eterno vai-e-vem. Chame então a Iemanjá para que venha encontrá-la. Escolha um lugar onde você puder boiar tranqüilamente e com segurança. Sinta as mãos da Iemanjá acercando-se de você. Abandone-se em seu abraço, ela é mãe muito amorosa e espetacular ouvinte. Renda-se aos seus carinhos e entregue-se sem medo de ser feliz. Você está precisando revigorar sua vida amorosa, procura um emprego ou um novo amor? Faça seus pedidos e também lhe fale de todas suas angústias e aflições. Deixe que Iemanjá alivie os fardos que carrega. Ela carregará consigo para o fundo do mar todos os seus problemas e lhe trará sobre as ondas a certeza de dias melhores, portanto abandone-se à imensidão do mar e do seu amor.
Quando estiver pronta para voltar, agradeça a Iemanjá por estes doces momentos passados com ela. Então estará livre para voltar à praia, sentindo-se mais leve, viva e purificada.

Iemanjá-DEUSA LUNAR DA MUDANÇA

A Deusa Iemanjá rege a mudança rítmica de toda a vida por estar ligada diretamente ao elemento água. É Iemanjá que preside todos os rituais do nascimento e à volta as origens, que é a morte. Está ainda ligada ao movimento que caracteriza as mudanças, à expansão e o desenvolvimento.
É ela, como a Deusa Ártemis o arquétipo responsável pela identificação que as mulheres experimentam de si mesmas e que as definem individualmente.
Iemanjá quando dança, corta o ar com uma espada na mão. Esse corte é um ato psíquico que conduz a individualização, pois Iemanjá separa o que deve ser separado, deixando somente o que é necessário para que se apresente a individualidade.
Sua espada, portanto, é um símbolo de poder cortante que permite a discriminação ordenativa, mas que também pode levar ao seu abraço de sereia, à regressão e à morte.
Em sua dança, Iemanjá coloca a mão na cabeça, um ato indicativo de sua individualidade e por isso, é chamada de"Yá Ori", ou "Mãe de Cabeça". Depois ela toca a nuca com a mão esquerda e a testa com a mão direita. A nuca é símbolo do passado dos homens, ao inconsciente de onde todos nós viemos. Já a testa, está ligada ao futuro, ao consciente e a individualidade.
A dança de Iemanjá pode ser percebida como uma representação mítica da origem da humanidade, do seu passado, do seu futuro e sua individualização consciente. É essa união antagônica que nos dá o direito de vivermos o "aqui" e o "agora", pois sem "passado", não temos o "presente" e sem a continuidade do presente, não teremos "futuro". Sugere ainda, que a totalidade está na união dos opostos do consciente com o inconsciente e dos aspectos masculinos com os femininos.
Como Deusa Lunar, Iemanjá tem como principal característica a "mudança". Ela nos ensina, que para toda a mulher, o caráter cíclico da vida é a coisa mais natural, embora seja incompreendido pelo sexo masculino.

A natureza da mulher é impessoal e inerente a ela como um ser feminino e altera-se com os ciclos da lua: fase crescente, cheia, meia-fase até a lua obscura. Essas mudanças não só se refletem nas marés, mas também no ciclo mensal das mulheres, produzindo um ritmo complexo e difícil de entender. A vida física e psíquica de toda a mulher é afetada pela revolução da lua e a compreensão desse fenômeno nos propicia o conhecimento de nossa real natureza instintiva. Em poder desse conhecimento, podemos domesticar com o esforço consciente as inclinações cíclicas que operam-se a nível inconsciente e nos tornarmos não tão dependentes desses aspectos escondidos de nossa natureza semelhante aos da lua.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

ORAÇÃO DE OXUM


"Orá iiê Oxum,Salve dourada senhora da pele de ouro,benditas são suas águas, e essas mesmas águas lavam meu ser, e me livram do mal. Oxum, Divina Rainha, bela orixá,venha a mim caminhando na Lua cheia.Traga mãe, em suas mãos, os lírios do amor e da paz. Torne-me doce, sedutora, suave, como és. Mamãe Oxum, me proteja, orixá.Que o amor seja constante em minha vida.Que eu possa amar a tudo que existe.Me proteja contra as mandigas e feitiçarias. Dê a mim o néctar da sua doçura. E que eu consiga (faça o pedido). Mãe de ouro, da beleza e do amor, senhora do mais puro Axé, valha-me hoje e sempre. "

Oração a Nossa Senhora da Conceição


Virgem Santíssima, que fostes concebida sem o pecado original e por isto merecestes o título de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e por terdes evitado todos os outros pecados, o Anjo Gabriel vos saudou com as belas palavras: "Ave Maria, cheia de graça"; nós vos pedimos que nos alcanceis do vosso divino Filho o auxílio necessário para vencermos as tentações e evitarmos os pecados e, já que vós chamamos de Mãe, atendei-nos com carinho maternal e ajudai-nos a viver como dignos filhos vossos. Nossa Senhora da Conceição, rogai por nós.

OXUN NA UMBANDA -Dia 8 de dezembro

No hagiológio umbandista Oxun lidera a legião das Sereias, a primeira das sete legiões da linha de Iemanjá, a quem está subordinada.
Identificada com Nossa Senhora da Conceição, sua festa é em 8 de dezembro, a mesma data em que é festejada Iemanjá na Bahia.
Os presentes para Oxun, semelhantes aos oferecidos a Iemanjá, costumam ser deixados junto das fontes e regatos, constando de champanhe, vinho branco ou moscatel, flores com fitas brancas e azuis, pó-de-arroz branco, pente branco pequeno, espelho branco, perfumes...
Nos pontos cantados ela é chamada "mamãe Oxun", uma reminiscência da sua condição de deusa da fertilidade, como todas as iyabás das águas.
Suas cores predominantes são o branco e o azul.
Por vezes é confundida com a Uiara dos índios e caboclos, forma lacustre e fluvial da sereia européia.

É o Trono Regente do pólo magnético irradiante da linha do Amor e atua na vida dos seres estimulando em cada um os sentimentos de amor, fraternidade e união. Seu elemento é o mineral e, junto com Oxumaré, forma toda uma linha vertical cujas vibrações, magnetismo e irradiações planetárias multidimencionais atuam sobre os seres e os estimula ou paralisa. Em seus aspectos positivos, ela estimula os sentimentos de amor e acelera a união e a concepção.
Não vamos comentar seus aspectos negativos ou punidores dos seres que desvirtuam os princípios do amor ou da concepção. Na Coroa Divina, a Orixá Oxum e o Orixá Oxumaré surgem a partir da projeção do Trono do Amor, que é regente do sentido do Amor.
Oxum assume os mistérios relacionados à concepção de vidas porque o seu elemento mineral atua nos seres estimulando a união e a concepção.
A energia mineral está presente em todos os seres e também está presente em todos os vegetais. E por isto Oxum também está presente na linha do Conhecimento, pois sua energia cria a "atração" entre as células vegetais carregadas de elementos minerais. Já em nível mental, a atuação pelo conhecimento é uma irradiação carregada de essências minerais ou de sentimentos típicos de Oxum, a concepção em si mesma.
A água doce, por estar sobrecarregada de energia mineral, é um dos principais "alimentos" dos vegetais. Logo, Oxum está tão presente nas matas de Oxóssi quanto na terra de Obá, que são os dois Orixás que pontificam a linha vertical (irradiação) do Conhecimento. A Senhora Oxum do Conhecimento é uma Oxum vegetal pois atua nos seres como imantadora do desejo de aprender.

DEUSA DOS RIOS, FONTES E REGATOS

OXUN(nagôs), Aziri (jejes), Acoçapatá (fanti-ashanti), Kissimbi (bantos) é a divindade da água doce. A mais jovem e faceira das mulheres de Xangô, em alguns candomblés é tida como uma ninfeta e junto do seu "assento), geralmente perto de uma fonte, vêem-se bonecas e outros brinquedos.Identificada com Nossa Senhora das Candeias. Nos xangôs é Nossa Senhora do Carmo, padroeira da cidade de Recife, com festa a 16 de julho. No Rio de Janeiro sua identificação é com Nossa Senhora da Conceição e sua data festiva 8 de dezembro. Também identificada com Santa Catarina.
Os rios, em quase todas as mitologias, são moradas de deuses ou a própria divindade. O rio é um caminho mágico. Na Europa, os deuses fluviais mais comuns aparecem com a forma de touro, porco, cavalo ou serpente. Os africanos de Iorubá, bem mais poéticos, fizeram de lindas mulheres as deusas dos seus rios, como o Oiá (Niger) e o Oxun.
Oxun é adora às margens do rio que tem o seu nome e deságua na lagoa de Olobá, rente ao golfo de Guiné, após atravessar o território de Ijexá. Por esse motivo, o toque dos atabaques, que acompanha sua dança no candomblé, é denominado ijexá.
A dança de Oxun é mímica da mulher faceira, que se embeleza e atavia, exibindo com orgulho colares e pulseiras tilintantes. Diante do espelho, sorri, vaidosa e feliz, por se ver tão linda e sedutora.
E é com muito dengue que ela se abana com o abebé.Essa doçura de encanto feminino, porém, não revela a deusa por inteiro. Pois ela é também guerreira intrépida e lutadora pertinaz.
Conta-se que Oxun era soberana de um grande reino, cujas riquezas atraíram a cobiça dos Ioni, seus vizinhos. Os Ioni invadiram o país, multiplicaram os saques, tomaram a capital e apoderaram-se da fortuna da rainha.
Para não ser aprisionada, Oxun fugiu numa jangada nas trevas da noite e pediu a proteção do alto.
Depois, por inspiração divina, ela ordenou aos seus súditos que preparassem abarás e deixassem na praia.
Os invasores chegara e, como estivessem famintos, apanharam logo os abarás e comeram.
Dentro não havia veneno e sim a força divina. Todos ciaram mortos. Oxun, assim, logo retomou a posse de sua fortuna e de seu reino.
Daí por diante, devido à vitória, ganhou a nome de Oxun-Ioni, uma das dezesseis Oxuns.
Oxun-Apará foi mulher de Ogun. Ela acionava com ritmo o fole da forja do deus-ferreiro e a cadência do ruído do fole fez dançar um egungun que passava. Por isso disseram que ela era a "tocadora do fole musical que faz dançarem os egunguns."

DEUSA DA ADIVINHAÇÃO E DA FECUNDIDADE

Muitas Oxuns são guerreiras; outras, ligadas à magia. Das iyabás, isto é, os orixás femininos, só OXUN tem o direito de penetrar no reino de Ifá, o senhor da adivinhação: ela pode jogar o edilogun, os dezesseis búzios divinatórios de Exu.
Quando voltaram à terra, os Orixás organizaram suas assembléias como primado dos homens.
Oxun, mulher, não foi convidada.
Mas logo todas as mulheres se tornaram estéreis e as decisões tomadas nas reuniões dos orixás jamais tinham êxito.
Tudo só voltou ao normal quando Oxun também foi convidada a integrar a assembléia dos orixás.
Pois Oxun, orixá das águas, é uma deusa da fecundidade e, portanto, da criação.
As mulheres a ela recorrem, quando desejam ter filhos.
Oxun ajuda nos partos, como a Artemis Lokeía.
Orixá da fecundidade, revive as deusas lunares de várias mitologias, que simbolizam a terra-mãe.
Nada mais lógico do que esse atributo, pois, sendo o orixá da água doce, sem Oxun não existiriam os vegetais.
Tudo morreria. Pois são os cursos d'água que irrigam e fertilizam a terra, renovando e perpetuando a vida.
O Alcorão, em algumas suras, descreve o paraíso como um lugar por onde corre um rio, em cujas margens vicejam os jardins e os pomares.


O Arquétipo dos seus filhos da Oxum

O seu arquétipo se associa a imagem de um rio, das águas que são seu elemento: a aparência da calma que pode esconder correntes, buracos no fundo, grutas, enfim tudo que aparenta a calma mais pode derrubar facilmente. Os filhos de Oxum preferem contornar habilmente um obstáculo a enfrentá-lo diretamente, ao contrário do que faria Iansã ou Ogum. São pessoas persistentes mo que buscam, tendo objetivos fortemente delineados, chegando mesmo a ser incrivelmente teimosos e obstinados. As vezes parecem que esqueceram certos objetivos, mas na verdade apenas estão usando outros caminhos. A imagem de gordinhos e risonhos e bem humorados sem dúvida mantém um parentesco com o arquétipo de Oxum, ainda mais que seus filhos gostam de festas e da vida social em geral. São pessoas amigas e sempre acessíveis, não se esquecendo que pos trás de tudo isso, existe uma pessoa atente e que não estará perdendo tempo, apesar de parecer desligada a tudo isso. O sexo é uma coisa importante para os fihos de Oxum. Não costumam se descabelar por paixões que não deram certo ou que nem começaram. São realistas e tem sempre o pé no chão. É a figura da juventude eterna que julga naturalmente merecer todos os seus mimos e cuidados. Nos filhos de Oxum o tempo passa mais lentamente, embora já com certa idade é presente uma eterna criança que brinca e é sempre coquete. Quando não são bonitos fisicamente ( o que é muito difícil ) são charmosos e misteriosamente sensuais. Seus olhos costuma ser vivos e a boca tem a tendência de parar num eterno e discreto sorriso.

OXUM - A Senhora da Fecundidade

Oxum é o nome de um rio em Oxogbo, região da Nigéria. É ele considerado a morada mítica da Deusa. Embora seja comum a associação entre rios e deuses femininos da mitologia africana, Oxum é destacada como a dona da água doce e, por extensão de todos os rios. Seu elemento é a água em discreto movimento nos rios, a água semiparada das lagoas não pantanosas, pois as predominantes lodosas são destinadas a Nanã Buruku e, principalmente as cachoeiras são de Oxum, onde recebe suas oferendas e rituais votivos. Oxum tem a ela ligado o conceito de fertilidade, assim como Yemanjá e Oxalá. É a ela que as mulheres que querem engravidar se dirigem. Certa confusão pode se fazer visto que tanto Yemanjá quanto Oxum detém de certa forma o poder da maternidade, mas certa diferença existe e para isso se faz necessária certa explicação. Os orixás representam, estilizadamente, as relações estabelecidas entre os próprios seres humanos. São uma espécie de codificação dos valores morais, dos códigos de comportamento, das relações aprovadas e sancionadas pela comunidade, contendo em seus mitos o código dos padrões a serem assumidos, das funções sociais a serem desempenhadas pelos homens, a saber: Ogum – guerreiro e especialista no desenvolvimento da tecnologia, a partir do domínio da metalurgia; Oxóssi – a caça e por extensão a alimentação; Ossaim – a liturgia, a presença constante em todos os rituais da aldeia; Xangô – o exercício da justiça e do poder institucionalizado, etc. Dentro desta perspectiva , Yemanjá e Oxum dividem a maternidade. Só que em faixas etárias diferentes. Neste novo contexto, temos Ogum, Oxóssi e Exu como representantes do jovem adulto, guerreiro, intempestivo (e bem humorado, com exceção de Oxóssi), que se relaciona de forma um pouco brutal com as mulheres. Já em Xangô o homem adulto e maduro, cujo temperamento forte já foi um pouco aplacado pelo senso de justiça.Finalmente temos Oxalá, a figura do patriarca ancestral e venerando, do velho que já viu tudo, que se baseia no enorme conhecimento empírico da História e do comportamento humano. Para Oxum, então, ficou reservado o posto da Jovem Mãe, da mulher que ainda tem algo de adolescente, coquete, maliciosa, ao mesmo que é cheia de paixão e busca objetividade e prazer. Oxum também tem como um dos seus domínios a atividade sexual e a sensualidade em si. Além disso é ambiciosa, sua cor é o Amarelo-ouro. Popularmente se associa Oxum ao ouro por ser o metal mais caro que se conhece, mas na África seu metal é o cobre, que era o metal mais popular daquela região. Oxum, portanto gosta do dinheiro e do luxo, mas não como formas de mesquinhez, geralmente se adapta a ela o ditado: “Ganho o dinheiro, mais o dinheiro não me ganha!”. Certas pesquisas trazem o amarelo no sentido da fecundidade e não da riqueza, já que amarelo é a cor da gema do ovo (que está presente em quase todas as comidas desta Orixá). Oxum é a alegria do sangue das mulheres fecundas. Até mesmo Oxalá teve que se curvar a seu poder. Conta uma lenda que existia uma Sacerdotisa, de nome OmoOsun (filha de Oxum), que era encarregada de cuidar dos paramentos de Oxalá. Havia muitas mulheres com inveja dela que, para criar caso, jogaram a Coroa de Oxalá no rioa. OmoOsun conseguiu encontrá-la na barriga de um peixe. Suas rivais fizeram um grande feitiço e no meio da festa na hora em que deveria levantar-se para saudar Oxalá, ela não conseguiu. Seu corpo aderira ao assento. A sacerdotisa fez tanta força que acabou se levantando, mas parte de seu corpo ficou na cadeira. O sangue jorrou, manchando os paramentos de Oxalá. O vermelho é um dos tabus ou quizilas do Grande Deus da Cor Branca, que se mostrou extremamente irritado, e OmoOsun, envergonhada fugiu. Todos os orixás fecharam-lhe as portas. Somente Oxum a acolheu e transformou as gotas de sangue em penas de papagaio, pássaro de Oxum chamado Odidé. Os orixás sabendo da narrativa, foram até a Deusa das Águas Doces. O último foi Oxalá, que em sinal de respeito e submissão ao poder feminino, prostrou-se aos seus pés. Colocou na testa dela uma pema vernelha e declarou que as iaôs que não usarem ecodilé (penas de papagaio) não serão reconhecidas iaôs. Por isso que as noviças no fim da iniciação, usam uma pena vermelha. Existem vários tipos de Oxum, e dizem que as mais velhas moram nos trechos mais profundos dos rios, enquanto as mais novas nos trechos mais superficiais. Entre as várias existem três que são marcadas como guerreiras (Apará, a mais violenta, IêIê Kerê, que usa o Ofá de Oxóssi e caça ao lado dele nas matas e IêIê Apondá, que usa uma espada), mas em geral são são pacíficas não gostando de lutas e guerras, como Obotó, Abalô e Bauila, a menina dos olhos do velho Oxalufã. Sendo a mais bela das Orixás, é considerada a Deusa da beleza, e também a deusa das artes e de tudo onde a estética seja importante. Tudo o que é feminino é atribuído a Oxum: a denguice, o disfarçar de uma inteligência viva numa aparente visão sonsa e despreocupada do mundo, e também a magia. A ela são atribuídos poderes de feiticeira, de facilidade de comunicação entre ela e os que possuem esse tipo de poder. Nos assentamentos de Oxum, além das quartinhas, pratos, vasilhas com água , que são comum a todos os orixás, costuma haver flores, perfumes e até bonecas. É sem dúvida a figura do Panteão Africano que menos é dada a explosões temperamentais. Costuma usar a força dos outros orixá contra eles mesmos. Por mais que Iansã seja a companheira que luta ao lado do companheiro, não há dúvidas de que Oxum é a preferida. Ela é o repuso do Guerreiro, habilidosa nas artes eróticas. Sua dança sensual, as vezes representa a descida perto da fonte, o banho, o prazer de ser bonita e desejada. Oxum é aquela que sempre esconde o jogo, o rio cujos movimentos só podem ser conhecidos se nele mergulharmos.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

REVOLUÇÃO DA BRUXA

Que eu seja como a que tece o pano na floresta, profundamente escondida.Que eu possa fazer o meu trabalho sem interrupção.Que eu seja uma exilada, se é este o sacrifício.Que eu conheça a procissão sazonada do meu espírito e do meu corpo, e possa celebrar os quartos em cruz, solstícios e equinócios.Que cada Lua Cheia me encontre a olhar para cima, nas árvores desenhadas no céu luminoso.Que eu possa acariciar flores selvagens, cobri-las com as mãos.Que eu possa libertá-las, sem apanhar nenhuma, para viver em abundância.Que meus amigos sejam da espécie que ama o silêncio.Que sejamos inocentes e despretenciosos.Que eu seja capaz de gratidão.Que eu saiba ter recebido a alegria, como o leite materno.Que eu saiba isso como o meu cão, no ossos e no sangue.Que eu fale a verdade sobre a alegria e a dor, em canções que soem como o aroma do alecrim, como todo o dia e na antiguidade, erva forte da cozinha.Que eu não me incline e à auto-integridade e à auto-piedade.Que eu possa me aproximar dos altos trabalhos da Terra e dos Círculos de pedra, como raposa, mariposa, e não perturbar o lugar mais que isso.Que meu olhar seja direto e minha mão firme.Que minha porta se abra àqueles que habitam fora da riqueza, da fama e do privilégio.Que os que jamais andaram descalços não encontrem o caminho que chega à minha porta.Que se percam na nornada labiríntica.Que eles voltem.Que eu me sente ao lado do fogo para o que vier, e nunca tenha necessidade de advertir ou aconselhar, sem que me peçam.Que eu possa ter um simples banco de madeira, com verdadeiro rigozijo.Que o lugar onde habito seja como uma floresta.Que haja caminhos e veredas para as cavernas e poços e árvores e flores, animais e pássaros, todos conhecidos e por mim reverenciados com amor.Que minha existência mude o mundo não mais nem menos do que o soprar do vento, ou o orgulhoso crescer das árvores.Por isso, eu jogo fora minha roupa.Que eu possa conservar a fé, sempre.Que jamais encontre desculpas para o oportunismo.Que eu saiba que não tenho opção, e assim mesmo escolha como a cantiga é feita, em alegria e com amor.Que eu faça a mesma escolha todos os dias, e de novo.Quando falhar, que eu me conceda perdão.Que eu dance nua, sem medo de enfrentar meu próprio reflexo.Rae Beth

PRECE INDIGENA


Oh! Grande Espírito, cuja voz ouço nos ventos, e cujo alento dá origem a toda a vida, ouça-me, sou pequeno e fraco, necessito de Sua força e sabedoria. Deixa-me andar na beleza, Faze meus olhos contemplarem sempre o vermelho e o púrpura do Pôr do Sol. Faze com que minhas mãos respeitem as coisas que criastes, e que meus ouvidos sejam aguçados para ouvir a Tua voz. Faze-me sábio para que eu possa compreender as coisas que ensinaste ao meu povo. Deixa-me aprender as lições que escondeste em cada folha, em cada rocha. Busco força. Não para ser maior que o meu irmão, mas para vencer o maior inimigo, eu mesmo. Faze-me sempre pronto para chegar a Ti, com as mãos limpas e olhar firme, a fim de que quando a vida se apague, como se apaga o poente, o meu espírito possa chegar a Ti sem se envergonhar.
LUZ E HARMONIA

Ritual Sagrado da Chama de Osíris

O Ritual da Chama Sagrada, que foi encontrado no templo de Osíris, poderá tranformar seus sonhos em realidade. Experimente e ficará surpreendido com os resultados.
Para invocar o poder místico do Ritual da Chama Sagrada você deve preparar um pequeno santuário, que pode ser no seu quarto ou em qualquer outro lugar da sua casa onde possa fazer este ritual sem ser perturbado por ninguém. Ponha em cima de uma mesa pequena 1 pires de porcelana branca e sobre ele fixe uma vela branca, de cera de abelhas. Desenhe num papel a cruz sagrada dos egípcios, chamada "Ankh", ou Cruz da Vida Eterna. Esta cruz tem um círculo em cima e um cabo em cruz.
Coloque sobre a mesa uma pirâmide de cristal, ou de cartolina branca, nas medidas exatas da Grande Pirâmide de Queóps. A pirâmide age como um condensador de energias cósmicas positivas. É indispensável.
Tenha uma pequena bandeja de metal dourado onde possa depositar a cinza dos pedaços de papel branco com os pedidos que você vai escrever à mão. Se desejar, queime uma vareta de incenso de sândalo ou de almiscar.
(Repare que na mioria das igrejas católicas este Sagrado Ritual da Chama é feito automaticamente, com o incenso que os padres queeimam no turíbulo, as velas acesas no altae e as rezas dos padres, de bênçãos para os fiéis)
ESCREVA OS PEDIDOS QUE FARÁ À CHAMA SAGRADA
Depois de preparar o seu santuário, escreva os pedidos num pedaço de papel branco (se for papel de seda, melhor), que você vai queimar murmurando a invocação à Chama Sagrada que você deve ler muito e decorar.
Você pode pedir tudo o que quiser; alguns desejos, às vezes, se realizam logo; outros poderão demorar, dependendo da sua natureza. Nunca peça nenhum mal a ninguém, pois a Lei do Retorno fara você sofrer as consequências do mal.
Exemplos de pedido:
. Desejo curar-me completamente;
. Desejo encontrar minha alma gêmea, para me casar;
. Realize o meu desejo de ter uma linda casa;
. Quero ter um carro novo;
. Dê-me o dom da arte para...(diga o que deseja ser, se um escritor famoso, um ator de renome, um músico de sucesso, etc.);
. Ajude-me a resolver meus problemas atuais, para que eu fique livre de preocupações e seja feliz;
. Cure meu amigo (ou alguem da familia que esteja doente);
. Ajude-me a encontrar paz de espírito;
. Desejo viajar pelo mundo; como posso conseguir dinheiro para viajar confortavelmente?
E assim voce pode faer os pedidos que quiser, em vários pedacinhos de papel. Ao terminar de escrevê-los, assine seu nome.
Agora, coloque num pratinho de porcelana branca os pedacinhos de papel, com todos os pedidos. Acenda a vela e vá queimando, uma por uma, os papéis e colocando as cinzas na pequena bandeja de metal dourado. Antes leia e decore a invocação a ser dita em voz alta, enquanto queima os pedidos (Se não conseguir decorar, grave numa fita ou um cd as palavras da invocação e ouça na hora, acompanhando sua voz mentalmente)
" Invoco o poder da Chama Sagrada para me conceder as seguintes coisas que escreví nestes pedaços de papel".
E vá lendo, um por um, os pedidos. Quando terminar de ler os pedidos faça este apelo:
"Acredito no milagre da Chama. Invoco o poder milagroso do Deus Sol Osíris. Reconheço que o Sol é o poder que existe por trás da vida, regido pelo Criador. O Sol nos transmite energias divinas, operando o milagre do crescimento de tudo na Natureza. Reconheço também que por trás do sol físico existe um sol espiritual, chamado Energia Cósmica Criadora, que agora invoco,
pedindo que abençoe minha vida e realize os pedidos que fiz".
Então, à medida que os pedaços de papel se queimam na chama da vela e se tranformam em cinzas, diga em voz alta:
"Acredito no milagre da Chama e ele se realiza à minha frente, de acordo com minha fé. E assim será hoje e sempre!"
Sua iniciação no ritual da Chama Sagrada de Osíris pode dar-lhe uma grande sensação de poder e realização. Começará a ver algumas das coisas que pediu se realizarem imediatamente, e isto lhe dará mais fé no poder milagroso da Chama Sagrada. Contudo não pare, depois de fazer o ritual uma vez. Você terá que fazê-lo a vida inteira. Repita o ritual pelo menos uma vez por semana, queimando os mesmo pedidos na Chama da vela ou acrescentando outros.
Use a mesma vela de cera de abelhas até que ela acabe. Cada vez que fizer o ritual, apague a vela com as pontas dos dedos, nunca soprando. Pode também utilizar um apagador de velas especial, usado em algumas fraternidades místicas.
Use o Ritual da Chama de Osíris para afastar invejas e os trabalhos espiritualistas de magia pesada. Se você acha que sua vida tem ciclos de má sorte, que talvez sejam projeções de inveja ou de magia pesada, feitas por algum inimigo, use o Ritual da Chama para trasnformar o mal em bem. Para conseguir isso, façao o seguinte:
Escreva num pedaço de papel branco as seguintes palaras:
"Invoco a Chama Sagrada do Templo de Osíris para afastar invejas e malefícios que foram enviados contra mim. Devolvo as projeções malignas para o lugar de onde vieram e liberto-me de todos os efeitos da magia pesada. Atraio para minha vida apenas felicidade e o poder da magia divina.
E assim será!!!"
Depois queime o papel na chama sagrada da vela, que sempre deve ter em seu santuário (só serve vela de cera de abelhas, porque absorve melhor nossos pensamentos).
Jogue fora as cinzas, soprando-as pela janela e entregando-as ao elemento ar. Fique certo de que qualquer malefício pode ser destruído por este ritual da Chama Sagrada de Osíris. Nenhuma inveja, maldição ou magia pesada pode resistir ao poder deste fogo sagrado, regido por um grande Mestre Asencionado, chamado Serapis Bey, que foi o Hierofante do Templo de Osíris e de Luxor, e que hoje vive em outras dimensões, ajudando sempre a humanidade sofredora.
É preciso, porém, que você saiba que o Ritual da Chama Sagrada só poder ser usado para o bem; Portanto, leia com atenção os seguintes avisos:
1- Não use o Ritual da Chama para se vingar de outras pessoas ou para lhes desejar o mal. As forças da magia pesada se voltam contra aqueles que as usam. Logo, use este ritual apenas para fazer o bem;
2. Se alguma pesoa lhe está fazendo mal, escreva o nome dela num pedacinho de papel de seda branco, com o pedido :
"Peço que esta pessoa use sua mente só para fazer o bem. Que os Mesres Ascencionados dos Sete Raios Cósmicos possam abençoá-la e a toda a humanidade.
E assim será!!!"
3. Se você precisar, de repente, de uma determinada quantia, escreva assim :
"Desejo obter a soma e (diga o valor que precisa) para poder fazer meus pagamentos urgentes".
4. Use o Ritual da Chama Sagrada de Osíris pelo menos uma vez por semana. Ele só faz bem e ajudará muito a você;
5. Depois de conseguir a realizações de uns pedidos, escreva outros, em outros pedacinhos de papel, e continue fazedo o Ritual da Chama até que se realizem.
6. Caso não deseje fazer nenhum pedido material, você poderá pedir a proteção e a orientação da Chama Sagrada, escrevendo num pedacinho de papel o seguinte pedido espiritual:
"Peço proteçao divina par a minha família, para mim e para toda a humanidade, em todas as situações da vida terrana.
E Assim será!!!"
Queime o papel onde registrou o pedido e sopre as cinzas, deixando que o vento ou a brisa as leve ao encontro da Natureza.
Fonte: Chiang Sing ( O Mágico Oráculo Chinês)
Nota: 1.Para postar este ritual eu tentei manter rigorosamente as palavras da autora, mudando somente uma palavra "pesada" em vez de "negra", porque para mim a magia não tem cor.
2. Por anos faço este ritual e, realmente, o papel de seda, aquele fininho que serve para fazer pipa queima melhor e por inteiro.
3. O item 6 acima eu uso sempre como um ultimo pedido.
LUZ E HARMONIA

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Ritual do Sabbat Yule

Comece erguendo um altar voltado para o norte. Em torno dele, trace um círculo com cerca de 3m de diâmetro, usando giz ou tinta branca. Decore o altar com azevinho, visco ou qualquer outra erva sagrada para este Sabbat.Coloque uma vela de altar branca no centro do altar. à sua esquerda coloque um cálice com vinho tinto ou sidra e um incensório. Qualquer uma das seguintes fragrâncias de incenso é apropriada para esse ritual: louro, cedro, pinho ou alecrim. à direita da vela coloque um punhal consagrado e um prato com sal. Por trás do altar, um galho de carvalho de Natal com 13 velas vermelhas e verdes enfeitando-o.Pegue o punhal com a mão direita e tire um pouco de sal com a ponta da lâmina. Deixe-o cair no círculo. Repita três vezes e diga: ABENçOADO SEJA ESTE CíRCULO SAGRADO DO SABBAT EM NOME DO GRANDE DEUS. O SENHOR DIVINO DAS TREVAS E DA LUZ, O DEUS DA MORTE E DE TODAS AS COISAS DO ALéM, ABENçOADO SEJA ESTE CíRCULO SABRADO DO SABBAT EM SEU NOME.Coloque o punhal de volta em seu lugar no altar. Após acender o incenso e a vela, mais uma vez pegue o punhal com a mão direta. Mergulhe a lâmina no cálice e diga: OH GRANDE DEUSA, MãE TERRA DE TODAS AS COISAS VIVAS, NóS NOS DESPEDIMOS, POIS VAMOS DESCANSAR. ABENçOADO SEJA! E NóS TE DAMOS AS BOAS-VINDAS, OH GRANDES DEUS DA CAçA, PAI TERRA DE TODAS AS COISAS VIVAS. ABENçOADO SEJA! áGUA, AR, FOGO, TERRA, NóS CELEBRAMOS O RENASCIMENTO DO SOL. NESTA NOITE ESCURA, A MAIS LONGA, ACENDEMOS O LUME DAS VELAS SAGRADAS.Coloque o punhal de volta no altar. Pegue o cálice com ambas as mãos e, enquanto o leva aos lábios, diga: BEBO ESTE VINHO EM HONRA A TI, OH DEUS DE TODAS AS COISAS SELVAGENS E LIVRES. AGRADECEMOS A TI PELA LUZ DO SOL. SALVE, OH GRANDE CORNíFERO!Beba o vinho e coloque o cálice no seu lugar no altar. Acenda as 13 velas no ramo da árvore de Natal e encerre o Ritual do Solstício de Inverno, dizendo: O FOGO DO RAMO SAGRADO DO NATAL ARDE, A GRANDE RODA SOLAR GIRA MAIS UMA VEZ. QUE ASSIM SEJA!Celebre, com alegria, num banquete com a família e os amigos até que a última vela da árvore se apague.

Fonte: 'Wicca - A Feitiçaria Moderna', de Gerina Dunwich

A partida do Rei Azevinho e a chegada do Rei Carvalho – Um mito de Yule

Em meio à temível escuridão do Inverno, a Deusa voltou Seus olhos para a Terra. Avistando a calma, inerte e peculiar beleza que repousava nas árvores sem folhas, na neve que cobria o solo e em Suas criaturas, agora reunidas em suas cavernas e casas para fugir do frio, resolveu descer ao Mundo para dar fim ao implacável período mortal que se estendia sobre todas as formas viventes.Embora soubesse que o florescer e frutificar da Terra, bem como a gestação da nova Criança, haviam Lhe deixado cansada e que o tempo de escuridão fosse, então, mais do que necessário, a Senhora sabia que, acima de tudo, os Ciclos da Vida eram tão belos e poderosos quanto os Ciclos da Morte, e começavam a agitar-se nas profundezas do solo, lutando contra o inverno gelado para renascer. Ela sabia que era momento de retirar, finalmente, Seu manto branco que se estendia pelas florestas e vales, abrindo espaço para que estes pudessem tornar-se novamente verdes, pulsantes com energia vivente.A noite era a mais longa e mais escura que já havia se visto. Movimentando-se com dificuldade devido aos avançados estágios de Sua gravidez, a Mãe de todas as coisas adentrou a floresta agora negra, buscando Aquele que comandava esta época do ano. Calmo, silencioso e taciturno, o Rei Azevinho esperava-A em meio às arvores nuas. Sua coroa de viçosas folhas verdes e os rubros frutos que a cobriam pareciam um tesouro em meio aos galhos secos espalhados por toda a parte, como se uma estranha magia os tivesse conferido o poder de sobreviver a estes difíceis tempos. Seus olhos eram firmes, Seus lábios cerrados pareciam esboçar um sorriso incompreensível, resistente, único. A Portadora da Vida sabia que seria difícil convencê-Lo a retirar-se. No entanto, ao sentir a Criança da Vida mover-se em Seu ventre, Ela tinha certeza: era chegado o momento.Após uma breve saudação carregada de poder, a Deusa voltou Seus olhos para o Oeste, mostrando ao Deus Azevinho a direção que Ele deveria tomar. Não se podia ver nada além de um caminho tortuoso que terminava em escuridão. “Por que eu deveria ir?”, perguntou Ele. “Os tempos devem mudar”, respondeu a Deusa, “e aqueles que um dia governaram devem ceder lugar à nova vida, para que o equilíbrio no mundo seja restabelecido. Você sabe disso tão bem quanto Eu.”
O Deus contemplou a calma da floresta, num gesto que pareceu durar tanto quanto a nota de uma harpa ecoando em uma sala vazia. “Eu não posso ir”, disse Ele, “não agora. Você, Senhora, que vê além da tristeza, sabe que este é também um belo tempo. Repare no suave amor com que o gelo beija a Terra, e na esperança de Minhas verdes folhas, que mostram Minha soberania, exercida com direito e propriedade”.A Deusa sorriu. Seus lábios pareciam compreender o Rei do Gelo, mas demonstravam uma sabedoria ainda maior do que a dele. Ela disse: “Belas são as Suas palavras, Meu filho e amigo. No entanto, não se esqueça: a Terra deixa-se beijar, mas pode envolvê-Lo no mais mortal e eterno dos abraços. E o que será de Suas verdes folhas quando a escuridão eterna roubar delas o brilho que as sustenta? Sem a ajuda da Criança que se prepara para tomar o Seu lugar, você não terá mais coroa, nem trono.”“Criança! Minha Amada, Minha Mãe, Minha Senhora! Olhe para Mim; veja a sabedoria do tempo estampada em Minha Face, em Meus olhos, em Minha barba! Por que Eu, que sou o Senhor do Conhecimento, devo ser substituído por uma Criança?” – disse o Rei azevinho, gargalhando. “Que poder pode tão pequena e inocente criatura ter, que seja maior do que o Meu?”Ela quase deixou levar-se pelas palavras do Senhor da Morte, mas sabia: Ele podia ser ousado o bastante para manipular palavras e tentar convencer a Ela, que O havia gerado; mas não havia palavras que pudessem convencer a Senhora de Todos os Ciclos a agir contra Sua própria natureza. Ela respondeu-Lhe da maneira mais coerente, e, portanto, mais verdadeira: “O Filho que espero pode ser agora pequeno, mas tem tanto poder quanto Você próprio, uma vez que ambos foram gerados em Meu condescendente ventre, e conhecem igualmente Meus Mistérios. Nós sabemos: Ele crescerá. Ele o faz até mesmo enquanto dialogamos, e torna-se cada vez mais próxima a hora de Seu nascimento. E à medida em que crescer, terá cada vez maior poder para degelar esta neve sob nossos pés. E então, eu vestirei Meu manto de beleza para saudá-Lo, para amá-Lo, de modo a restituir a vida e abundância a todas as Minhas Criaturas.”“Eu não o vejo crescer”, disse o Rei do Inverno, estendendo Suas mãos para recolher alguns flocos de neve que caíam dos céus. “Vejo apenas neve, gelo, e frio. Vejo o Inverno.”“Você mesmo disse que vejo além da tristeza. Pois bem, é verdade. Meus olhos vêem além da neve, e meus ouvidos escutam as árvores sussurrarem enquanto seus galhos se tocam. Preste atenção, Filho, repare no som dos carvalhos brotando sob a neve, tão lentamente, tão suavemente!” A Deusa apontou para baixo, e de Suas mãos pareceram surgir pequenas fagulhas, que desceram até o solo, abrindo espaço na neve e mostrando ao Deus os pequenos brotos quase invisíveis que cresciam sob o gelo. “Tudo vai, e tudo vem. Tudo morre, tudo renasce. Enquanto você reina, a vida lentamente caminha em sua direção, clamando por espaço. Até mesmo Eu, que sou a Senhora de Todas as Coisas, deixo a vida preencher-Me!” E colocando as mãos em Seu ventre pleno, a Deusa convenceu, enfim, o Rei do Inverno de que Morte e Vida pareciam ser opostas, mas eram irmãs, filhas Dela mesma, Senhora daquilo que é, foi e ainda será. “Receba comigo a Criança da Promessa, e recolha-se, Sábio Azevinho, pois chegará também o Seu momento de retornar.”A Deusa deu alguns passos em direção ao Leste, e assim permaneceu por alguns instantes, de modo que o Rei Azevinho via apenas Suas costas. Subitamente, um clarão surgiu em frente à Deusa, que cantava. A Luz era tão forte que Ele teve que cerrar os olhos. A Senhora então voltou-se para Ele. Nos braços da Grande Mãe, havia um pequeno bebê, de onde vinha o brilho e a luz da Vida. Ele era tão belo, que fez o Rei Azevinho sorrir.“A Criança da Promessa retornou”, disse a Mãe dos Deuses. “Vamos saudá-la, pois agora temos a certeza de que a vida se derramará novamente sobre a Terra. O Rei Carvalho deve agora governar. E você, Rei Azevinho, deve ir agora. Nós o agradecemos por ter protegido o mundo durante este período de escuridão, e desejamos harmonia em sua jornada rumo às terras além do Oeste. Nós cuidaremos de Seu Reino, e aguardaremos também o Seu retorno, quando for o momento do Rei Carvalho despedir-se para que a vida continue, assim como Você agora o faz. Tudo o que vai deve um dia retornar. Lembremo-nos sempre desta máxima sagrada.”Com as palavras e as bênçãos da Senhora, o Rei Azevinho entregou sua coroa à floresta e partiu em direção aos caminhos do Oeste, de onde, como proferiu a Deusa, Ele um dia retornará. Mas isso é parte de outra história… por enquanto, saudemos o Rei Carvalho e abracemos, com vontade, a nova vida. Feliz Yule!O mito do Rei Carvalho e do Rei azevinho é um dos mais tradicionais nas épocas de Litha e Yule. Enquanto em Litha, o Rei Carvalho é desafiado pelo Rei Azevinho, que chega para governar a metade fria e escura do ano, o contrário ocorre em Yule. A noite mais longa do ano nos lembra que a Luz retorna ao mundo. Os dias serão cada vez mais longos, e em breve o Sol voltará a nos aquecer e trazer a vida de volta à Terra.Assim como o Rei Azevinho finalmente se convence de que a Criança da Promessa deve governar, deixemo-nos inspirar por este mito e celebrar nossa Criança interior. Vamos celebrar a vida, a esperança e a promessa de dias mais quentes, melhores, com mais amor e beleza. Sejam abençoados!!!
Um feliz Yule pra todos vocês!

Árvore de Yule (árvore de Natal)

A árvore de inverno é um costume essencialmente pagão que já dura séculos. Esteve sempre tão impregnado entre os povos antigos que, mesmo após o advento do cristianismo, o costume permaneceu: no hemisfério norte, o Natal é no inverno (dezembro), e a árvore faz parte de todas as tradições natalinas.Montar e enfeitar uma árvore é uma forma singela de homenagear os elementos e pedir sua proteção. Trata-se de uma representação de todas as árvores sendo honradas por você, portanto capriche.Materiais necessários para confeccionar a sua árvore:- um pequeno pinheiro verde- pequenas bolas coloridas pintadas por você- símbolos pagãos como sol, lua, estrelas- pequenas velasNa noite do solstício de inverno, acenda todas as velas que você colocou na árvore, fazendo um pedido para cada uma acesa.Cante e dance em volta da árvore, festejando e honrando os espíritos da Natureza e os deuses: a Deusa que é Mãe e o deus que é a Criança da Promessa renascida nesse dia.

Yule ou Natal

O Nascimento da Criança da Promessa
Yule é o momento na Roda do Ano no qual o Rei do Azevinho (Senhor das Sombras) é vencido pelo Rei do Carvalho (o Rei do Sol, a Criança da Promessa) que chega.É impossível discutir as Tradições de Yule sem mencionar o Natal. Muitos dos costumes de Yule foram absorvidos pela Igreja Cristã, quando o Catolicismo tentava se estabelecer na Europa.O Natal Cristão já foi festejado em várias datas diferentes no decorrer do século, mas se estabeleceu no dia 25 de dezembro, pois associou muitos dos costumes da antiga e milenar celebração do Solstício de Inverno, que ocorre por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte.As Tradições Cristãs dizem que Maria deu à luz Jesus no vigésimo quinto dia, mas não confirma de qual mês. Finalmente em 320 d.C., a Igreja Católica decidiu marcar o nascimento de Cristo em dezembro para absorver o culto sagrado do Solstício de Inverno dos celtas e saxões.O Nascimento de um Deus no Solstício de Inverno não é exclusivo do Catolicismo, pois muitos “bebês divinos” nasceram nesta época. Mistras é um exemplo claro disso.Há muitas práticas que são utilizadas por Cristãos hoje que possuem origens essencialmente Pagãs. A Árvore de Natal, decorada com bolas e uma estrela no topo, não é nada mais nada menos que a antiga árvore que os Pagãos decoravam nos tempos ancestrais com velas, comidas e bolas coloridas (símbolos fálicos relacionados ao Deus) encimada por um Pentagrama, o símbolo da Bruxaria.As guirlandas, o azevinho, a Tora de Yule (Yule Log) queimando no fogo são todos costumes Pagãos.Yule, o Solstício de Inverno, acontece por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte e por volta de 21 de junho no hemisfério Sul. O Sol agora encontra-se em Nadir, por isso é a noite mais longa do ano.Muitos Pagãos celebram Yule com o festival da Luz, que comemora a Deusa como Mãe que dá nascimento ao Deus Sol, a Criança da Promessa. Outros celebram a vitória do Deus da Luz (Rei do Carvalho) sobre o Rei das Sombras (Rei do Azevinho), pois a partir desse momento os dias se tornarão visivelmente mais longos com o passar do tempo, mesmo com frio.Esse Sabbat representa o retorno da luz.Aqui, na noite mais escura e fria do ano, a Deusa dá nascimento à Criança do Sol e as esperanças renascem, e Ele trará calor e fertilidade à Terra. Yule é o tempo de celebrar o Deus Cornífero. Nesse dia, muitas tradições Pagãs se despedem da Deusa e dão boas-vindas ao Deus, que governará a metade clara do ano.Em tempos antigos pequenas bonecas de milho eram carregadas de casa em casa com canções típicas de Yule. Os primeiros Pagãos acreditavam que esse ato traria as bênçãos da Deusa às casas que fossem vistiadas pelas Corn Dollies.Era um tempo ideal para colher o visco, considerado muito mágico para os Antigos Druidas, que o chamavam de o “Ramos Dourado”.Os druidas acreditavam que o visco possuía grandes poderes de cura e possibilitava ao homem mortal acessar o Outro Mundo. O visco é um dos símbolos fálicos do Deus e possui esse significado baseado na idéia de que as bagas brancas representam o Divino sêmen do Deus, em contraste às bagas vermelhas do azevinho, semelhantes ao sangue menstrual da Deusa. O visco representa a simbólica substância divina e o senso de imortalidade que todos precisam possuir nos tempos de Yule.A Tradição da Árvore de Natal tem origem nas celebrações Pagãs de Yule, nas quais as famílias traziam uma árvore verde para dentro de casa para que os espíritos da Natureza tivessem um lugar confortável para permanecer durante o Inverno frio. Sinos eram colocados nos galhos da árvore. Os espíritos da Natureza eram presenteados e as pessoas pediam aos elementais que as mantivessem tão vivas e fortes durante o Inverno como a árvore que recebia lindos enfeites.O pinheiro sempre esteve associado com a Grande Deusa. As luzes e os ornamentos, como Sol, Lua e estrelas que faziam parte da decoração das árvores, representavam os espíritos que eram lembrados no final de cada ano. Presentes era colocados aos pés da árvore para as Divindades e isso resultou na moderna troca de presentes da atual festa natalina.As cores tradicionais do Natal, verde e vermelho, também são de origem Pagã, já que esse é um Sabbat que celebra o fogo (vermelho) e usa uma Tora de Yule (verde). Um pedaço de tronco que havia sido preservado durante todo o decorrer do ano era queimado, enquanto um outro novo era enfeitado e guardado para proteger toda casa durante o ano que viria. Os troncos geralmente eram decorados com símbolos que representassem o que as pessoas queiram atrair para sua vida.A tradição da Tora de Yule perseverou até os dias atuais entre os Wiccanos, que fazem três buracos ao longe de um pequeno tronco e colocam três velas em cada buraco, uma branca, uma vermelha e uma preta para simbolizar a Deusa Tríplice. A Tora de Yule também é decorada com azevinho sempre verde para simbolizar a união da Deusa e do Deus.Em Yule a casa era decorada com azevinho, representando a metade escura do ano, para celebrar o fim da escuridão da Terra.Para os antigos celtas, celebrar o Solstício de Inverno era o mesmo que reafirmar a continuação da vida, pois Yule é o tempo de celebrar o espírito da Terra, pedindo coragem para enfrentar os obstáculos e dificuldades que atravessaremos até a chegada da Primavera. É o momento de contar histórias, canta e dançar com a família, celebrando a vida e a união.O tema principal desse Sabbat é a Luz em todas as suas manifestações, seja o fogo da lareira, seja de uma fogueira, de velas, etc. A Luz nesse Sabbat torna-se um elemento mágico capaz de ajudar o Sol a retornar para a Terra, para nossa vida, corações e mentes.Correspondência de YuleCores: vermelho, verde, dourado e branco.Nomes Alternativos: Solstício de Inverno, Winter Rite, MidWinter, Alban Arthan, Carr Gomm, Retorno do Sol, Dia de Fionn.Deuses: o Deus, como a Criança da Promessa, e a Deusa, como a Mãe.Ervas: azevinho, carvalho, visco, alecrim, urze, cedro, pinho, louro.Pedras: rubi, granada, olho-de-gato.Comidas e Bebidas Tradicionais: bolos de frutas, nozes, pães variados, vinho quente e frio, uvas e maçãs, melões, porco ou peru assado.Atividades:- Cantar com a família.- Decorar a árvore de Yule.- Pintar cones de pinheiro como símbolos das fadas e pendurar na árvore de Yule.- Tocar sinos para homenagear as fadas.- Colocar guirlandas na porta principal de casa.- Espalhar visco pela casa.- Colocar sementes de flores e alpiste do lado de fora para os pássaros.- Colher folhas verdes no dia de Yule e queimá-las em Imbolc para afastar o Inverno e invocar os poderes da Primavera.- Fazer uma boneca de milho.- Fazer uma Tora de Yule.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Iansã-dia 4 de dezembro

Dia: Quarta-feira
Cores: Marrom, Vermelho e Rosa
Símbolos: Espada e Eruesin
Elementos: Ar em movimento, Fogo
Domínios: Tempestades, Ventanias, Raios, Morte
Saudação: Epahei!
Sincretismo Religioso:Santa Bárbara
O maior e mais importante rio da Nigéria chama-se Níger, é imponente e atravessa todo o país. Rasgado, espalha-se pelas principais cidades através de seus afluentes por esse motivo tornou-se conhecido com o nome Odò Oya, já que ya, em iorubá, significa rasgar, espalhar. Esse rio é a morada da mulher mais poderosa da África negra, a mãe dos nove orum, dos nove filhos, do rio de nove braços, a mãe do nove, Ìyá Mésàn, Iansã (Yánsàn).
Embora seja saudada como a deusa do rio Níger, está relacionada com o elemento fogo. Na realidade, indica a união de elementos contraditórios, pois nasce da água e do fogo, da tempestade, de um raio que corta o céu no meio de uma chuva, é a filha do fogo-Omo Iná.
A tempestade é o poder manifesto de Iansã, rainha dos raios, das ventanias, do tempo que se fecha sem chover.
Iansã é uma guerreira por vocação, sabe ir à luta e defender o que é seu, a batalha do dia-a-dia é a sua felicidade. Ela sabe conquistar, seja no fervor das guerras, seja na arte do amor. Mostra o seu amor e a sua alegria contagiantes na mesma proporção que exterioriza a sua raiva, o seu ódio. Dessa forma, passou a identificar-se muito mais com todas as actividades relacionadas com o homem, que são desenvolvidas fora do lar; portanto não aprecia os afazeres domésticos, rejeitando o papel feminino tradicional. Iansã é a mulher que acorda de manhã, beija os filhos e sai em busca do sustento.
O facto de estar relacionada com funções tipicamente masculinas não afasta Iansã das características próprias de uma mulher sensual, fogosa, ardente; ela é extremamente feminina e o seu número de paixões mostra a forte atracção que sente pelo sexo oposto. Iansã (Oyá) teve muitos homens e verdadeiramente amou todos. Graças aos seus amores, conquistou grandes poderes e tornou-se orixá.
Assim, Iansã tornou-se mulher de quase todos os orixás. Ela é arrebatadora, sensual e provocante, mas quando ama um homem só se interessa por ele, portanto é extremamente fiel e possessiva. Todavia, a fidelidade de Iansã não está necessariamente relacionada a um homem, mas às suas convicções e aos seus sentimentos.
Algumas passagens da história de Iansã relacionam-na com antigos cultos agrários africanos ligados à fecundidade, e é por isso que a menção aos chifres de novilho ou búfalo, símbolos de virilidade, surgem sempre nas suas histórias. Iansã é a única que pode segurar os chifres de um búfalo, pois essa mulher cheia de encantos foi capaz de transforma-se em búfalo e tornar-se mulher da guerra e da caça.
Oyá é a mulher que sai em busca do sustento; ela quer um homem para amá-la e não para sustentá-la. Desperta pronta para a guerra, para a sua lida do dia-a-dia, não tem medo do batente: luta e vence.
Características dos filhos de Iansã / Oyá
Para os filhos de Oyá, viver é uma grande aventura. Enfrentar os riscos e desafios da vida são os prazeres dessas pessoas, tudo para elas é festa. Escolhem os seus caminhos mais por paixão do que por reflexão. Em vez de ficar em casa, vão à luta e conquistam o que desejam.
São pessoas atiradas, extrovertidas e directas, que jamais escondem os seus sentimentos, seja de felicidade, seja de tristeza. Entregam-se a súbitas paixões e de repente esquecem, partem para outra, e o antigo parceiro é como se nunca tivesse existido. Isso não é prova de promiscuidade, pelo contrário, são extremamente fiéis à pessoa que amam, mas só enquanto amam.
Estas pessoas tendem a ser autoritárias e possessivas; o seu génio muda repentinamente sem que ninguém esteja preparado para essas guinadas. Os relacionamentos longos só acontecem quando controlam os seus impulsos, aí, são capazes de viver para o resto da vida ao lado da mesma pessoa, que deve permitir que se tornem os senhores da situação.
Os filhos de Oyá, na condição de amigos, revelam-se pessoas confiáveis, mas cuidado, os mais prudentes, no entanto, não ousariam confiar-lhe um segredo, pois, se mais tarde acontecer uma desavença, um filho de Oyá não pensará antes de usar tudo que lhe foi contado como arma.
O seu comportamento pode ser explosivo, como uma tempestade, ou calmo, como uma brisa de fim de tarde. Só uma coisa o tira do sério: mexer com um filho seu é o mesmo que comprar uma briga de morte: batem em qualquer um, crescem no corpo e na raiva, matam se for preciso.

Oração de proteção do Arcanjo Metatron

Ó senhor Metatron!
Arcanjo amado com vossa legião de serafins,
Vós sois a dádiva da infinita bem-aventurança,
Que vem para recolher os filhos da luz para seu reino prometido,
A vós nos entregamos confiantes,
E suplicamos permissão para estar em vossa irradiação!
Metatron, senhor dos sete raios
Anjo das sete estrelas,
Vinde com vossa luz radiante nos abençoar,
Vinde com a estrela de raio azul estabelecer o poder divino na Terra,
Vinde com a estrela de raio amarelo estabelecer a sabedoria divina na Terra,
Vinde com a estrela de raio rosa estabelecer o amor divino na Terra,
Vinde com a estrela de raio violeta estabelecer a liberdade divina na Terra,
Vinde com a estrela de raio rubi-dourado estabelecer a serenidade divina na Terra,
Vinde com a estrela de raio verde esmeralda estabelecer a cura divina na Terra,
Vinde com a estrela de raio branco estabelecer a pureza divina na Terra.
E com toda fé, amor e poder,
Amém!

A energia dos Planetas Regentes.

Todo ano é regido por um planeta que atribui uma energia diferenciada em nossas vidas. A tabela abaixo ajuda a saber qual planeta está regendo cada ano.
Segundo os antigos Caldeus (Os Caldeus foram uma tribo que viveu no litoral do Golfo Pérsico e se tornou parte do Império da Babilônia), a atribuição de um planeta regente a um determinado ano, tinha como base ciclos maiores, de 36 anos cada, aos quais também lhes eram atribuídos uma regência.
Essa escolha baseava-se na “Estrela dos Magos”; uma estrela de sete pontas, onde estão representados o Sol, no topo, Vénus e Marte, nas pontas seguintes, direita e esquerda, respectivamente, nas mais abaixo Mercúrio e Júpiter, seguindo a mesma ordem e faltando ainda Lua e Saturno, nas pontas voltadas para baixo, também seguindo a ordem direita, esquerda. Estão nesta Estrela , representados os planetas visíveis a olho nu.
Os ciclos de 36 anos, seguem a ordem; Saturno, Vénus, Júpiter, Mercúrio, Marte, Lua e Sol (curiosamente é inversa à atribuída, para os dias da semana), considerando-se desde 1981, o ciclo atual, regido pelo Sol, até 2016.
O primeiro ano de cada ciclo é regido pelo mesmo planeta do ciclo, seguindo a ordem; Saturno, Júpiter, Marte, Sol, Vénus, Mercúrio e Lua.
Quando o Sol entra no signo de Carneiro, então começa o novo ano astrológico sob a governação de um outro planeta.
Os últimos ciclos de 36 anos e respectivos regentes;
1º. Ciclo - Saturno (1765-1800)2º .Ciclo - Vénus (1801-1836)3º. Ciclo - Júpiter (1837-1872)4º .Ciclo - Mercúrio (1873-1908)5º. Ciclo - Marte (1909-1944)6º -Ciclo - Lua (1945-1980)7º- Ciclo - Sol (1981-2016)
O ciclo do Sol e os regentes anuais;
1981-Sol 1982-Vénus 1983-Mercúrio 1984-Lua 1985-Saturno 1986-Júpiter 1987-Marte 1988-Sol 1989-Vénus 1990-Mercúrio 1991-Lua 1992-Saturno 1993-Júpiter 1994-Marte 1995-Sol 1996-Vénus 1997-Mercúrio 1998-Lua 1999-Saturno 2000-Júpiter 2001-Marte 2002-Sol 2003-Vénus 2004-Mercúrio 2005-Lua 2006-Saturno 2007-Júpiter 2008-Marte 2009-Sol 2010-Vénus 2011-Mercúrio2012-Lua 2013-Saturno 2014-Júpiter 2015-Marte 2016-Sol

2010 regido pelo planeta Vênus.

O ano de 2010 será regido e governado por Vênus, o planeta do amor.
Vênus vai favorecer os relacionamentos, os artistas, os estilistas, as garotas de programa, pois devem prosperar quem trabalha com a industria da beleza, propagandas e eventos, das flores, dos perfumes, da decoração e da moda.
Some seu talento com parceiros que tenham qualidades arrojadas e desprendidas, assim as realizações positivas terão êxito.
O número regente de 2010 é o 03, que no Tarô equivale ao Arcano da Imperatriz, a mulher ideal: pura, atraente, sensual, positiva e de bons agouros.
Na numerologia o 03 confere equilíbrio, pureza e realização criativa.
Na Astrologia Chinesa é o ano do Tigre, transmitindo suas características nobres.
Até dia 20 de Março de 2010 é ainda ano do Sol, mas já poderemos notar a influência de Vênus também e, então, teremos os dois astros atuando sobre a Terra.
A arte é favorecida por todas as regências mencionadas: a imperatriz, o número três e Vênus. Cabe a todo ser humano na Terra exercer seu papel artístico inato. Crie, acredite no seu potencial interno, seja ousado e responsável pela energia divina que lhe cabe e deixe a arte fluir.
2010 vai encorajar as conquistas amorosas, as iniciações sexuais, em especial das mulheres, possibilitando um ano com um número maior de casamentos e parcerias.
Amores secretos, casos e adultério, pois será uma grande busca pelo prazer. Vênus no entanto, estará mais favorável ao amor verdadeiro, aumentando o charme das pessoas e favorecendo a saúde.
Na vida financeira, o ano será favorável para organizar e reorganizar, e também saldar ou pelo menos reduzir as dívidas.
Na vida profissional, Vênus adicionará um toque de bom gosto, delicadeza, afeto e equilíbrio em todos os ramos profissionais, e sem dizer que haverá justiça onde falta.
Na saúde, o visual vai acompanhar os padrões de atenção ao corpo. Grande número de lançamentos em produtos estéticos vão atrair mulheres e homens ao consumo, e a busca pelo peso ideal aumentará.Procure ficar atento(a) com os rins, virilha, órgãos genitais, garganta e pescoço, e a tireóide.
Enfim, o comando em 2010 será o “AMOR”!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

A Energia das Pedras

Rocha é um agregado natural composto por alguns minerais ou por um único mineral, podendo ou não conter vidro vulcânico e que faz parte da dinâmica da Terra.
Esse elemento que a Natureza proporciona, para que usemos em nosso favor são ótimas na energização, para o equilíbrio dos chakras, que são as ondas de energia que nosso corpo produz, acalma, ajuda na circulação, fazem a transformação das energias negativas em positivas.
O contato com esse elemento não só está ligado a cura e a tranqüilidade mas também o poder de limpeza.
Nossa pele é o revestimento externo do corpo, considerado o maior órgão do corpo humano e o mais pesado sendo um grande órgão sensorial apresenta numerosas terminações nervosas, é por ela que nosso corpo captura e armazena a energia retiradas das pedras.
A pedra quando aquecida tem a capacidade de rapidamente alcançar ponto de carência do nosso corpo e organismo, e é muito usada em tratamentos de beleza.
E por manter por mais tempo o calor, proporciona um tratamento sem o manejo constante das mãos, pois quando repassam, retiram energia do corpo, por isso a importância de ter sempre uma pessoa com boas energias no acompanhamento do tratamento com pedras e os tratamentos com maior contato físico.
O tratamento massoterapeutico exige contato físico não é só corpo (mãos) mas também das energias.Este mineral é precioso sim, e não só pela sua raridade ou valor estipulado pelo homem, mas precioso por ser uma rica fonte e renovação de energia, e precioso por ser mais um dos elementos que a Natureza nos proporciona.
Deixe sempre algumas pedras polidas em contato com a terra de um jardim ou vaso, e quando necessitar revigorar suas energias, passe um papel toalha nas pedras e espalhe-as em seu corpo deitado e relaxado.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Historia de Santa Bárbara

Santa Bárbara é uma santa cristã comemorada na Igreja Católica Romana e na Igreja Ortodoxa, que foi uma virgem mártir no século terceiro. É considerada a protetora contra tempestades, raios e trovões.
Comemora-se no dia 4 de Dezembro de cada ano.

Santa Bárbara foi uma jovem nascida na cidade de Nicomédia (na região da Bitínia), atual Izmit, Turquia nas margens do Mar de Mármara, isto nos fins do século III da Era cristã. Esta jovem era a filha única de um rico e nobre habitante desta cidade do Império Romano chamado Dióscoro.
Por ser filha única e com receio de deixar a filha no meio da sociedade corrupta daquele tempo, Dióscoro decidiu fechá-la numa torre. Santa Bárbara na sua solidão, tinha a mata virgem como quintal, e questionava-se se de fato, tudo aquilo era criação dos ídolos que aprendera a cultuar com seus tutores naquela torre. Por ser muito bela, não lhe faltavam pretendentes para casamentos, mas Bárbara não aceitava nenhum.
Desconcertado diante da cidade, Dióscoro estava convencido que as "desfeitas" da filha justificavam-se pelo fato dela ter ficado trancada muitos anos na torre. Então, ele permitiu que ela fosse conhecer a cidade; durante essa visita ela teve contato com cristãos, que lhe contaram sobre os ideais de Jesus sobre o mistério da união da Santíssima Trindade. Pouco tempo depois, um padre vindo de Alexandria lhe deu o Batismo.
Em certa ocasião, seu pai decidiu construir uma casa de banho com duas janelas para Bárbara. Todavia, dias mais tarde, ele viu-se obrigado a fazer uma longa viagem. Enquanto Dióscoro viajava, sua filha ordenou a construção de uma terceira janela na torre, visto que a casa de banho ficaria na torre. Além disso, ela esculpira uma cruz sobre a fonte.
O seu pai Dióscoro, quando voltou, reparou que a torre onde tinha trancado a filha tinha agora três janelas em vez das duas que ele mandara abrir. Ao perguntar à filha o porquê das três janelas, ela explicou-lhe que isso era o símbolo da sua nova Fé. Este facto deixou o pai furioso, pois ela se recusava a seguir a fé dos Deuses do Olimpo.

Debaixo de um impulso e obedecendo à sua fé, o pai denunciou-a ao Prefeito Martiniano. Este mandou-a torturar numa tentativa de a fazer mudar de idéias, fato que não aconteceu. Assim Marcius condenou-a à morte por degolação.
Durante sua tortura em praça pública, uma jovem cristã de nome Juliana denunciou os nomes dos carrascos, e imediatamente foi presa e entregue à morte juntamente com Bárbara.
Ambas foram levadas pelas ruas de Nicomédia por entre os gritos de raiva da multidão. Bárbara teve os seios cortados, depois foi conduzida para fora da cidade onde o seu próprio pai a executou, degolando-a. Quando a cabeça de Bárbara rolou pelo chão, um imenso trovão ribombou pelos ares fazendo tremer os céus. Um relâmpago flamejou pelos ares e atravessando o céu fez cair por terra o corpo sem vida de Dióscoro.

Oração de Santa Bárbara


Santa Bárbara, que sois mais forte que as torres das fortalezas e a violência dos furacões, fazei que os raios não me atinjam, os trovões não me assustem e o troar dos canhões não me abalem a coragem e a bravura. Ficai sempre ao meu lado para que possa enfrentar de fronte erguida e rosto sereno todas as tempestades e batalhas de minha vida, para que, vencedor de todas as lutas, com a consciência do dever cumprido, possa agradecer a vós, minha protetora, e render graças a Deus, criador do céu, da terra e da natureza: este Deus que tem poder de dominar o furor das tempestades e abrandar a crueldade das guerras.Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

IANSÃ

IANSÃ
Salve o Dia 04 de Dezembro!
Eparrei Oyá!

Mitos, Lendas, Associações e Principais Características
Senhora da Tarde, Dona dos Espíritos, Senhora dos Raios e das Tempestades.
Oyá, mais conhecida no Brasil como Yansã, foi uma princesa real na cidade de Irá, na Nigéria em 1450a.C.. Sobrinha-neta do rei Elempe e neta de Torossi(mãe de Xangô), conquistou com valentia, coragem e dedicação seu caminho para o trono de Oyó.
Conhecedora de todos os meandros da magia encantada, nunca se deixou abater por guerras, problemas e disputas.Foi mulher de seu primo Xangô e ajudou-o a conquistar vários reinos anexados ao Império Yorubano. Porém, abandonou-o em defesa de sua cidade natal, disposta a enfrentá-lo.
Oyá recebeu, de Olorun, a missão de transformar e renovar a natureza através do vento, que ela sabe manipular. O vento nem sempre é tão forte, mas, algumas vezes, forma-se uma tormenta, que provoca muita destruição e mudanças por onde passa, havendo uma reciclagem natural. Normalmente, Oyá sopra a brisa, que, com sua doçura, espalha a criação, fazendo voar as sementes, que irão germinar na terra e fazer brotar uma nova vida. Além disso, esse vento manso também é responsável pelo processo de evaporação de todas as águas da terra, atuando junto aos rios e mares. Esse fenômeno é vital para a renovação dos recursos naturais, que, ao provocar as chuvas, estarão fertilizando a terra.
Divindade eólica, sopram os ventos que afastam as nuvens, para a passagem dos raios desferidos por Xangô. E é o raio que abre os reservatórios do céu, para fazer cair a chuva, relação comum em todas as mitologias.
Apesar de dominar o vento, Oyá originou-se na água, assim como as outras yabas, que possuem o poder da procriação e da fertilidade. Está relacionada com o número 9, indicativo principal do seu odú. Oyá está associada ao ar, ao vento, a tempestade, ao relâmpago/raio (ar+movimento e fogo) e aos ancestrais (eguns). Na Nigéria ela é a deusa do rio Niger. É a menina dos olhos de Oxalá, seu protetor, e a única divindade que entra no Ibalé dos Eguns(mortos).
Oyá tem ligações com o mundo subterrâneo, onde habitam os mortos, sendo o único orixá capaz de enfrentar os eguns. Entre as individuações da multifacetária Iansã, uma delas é como Deusa dos Cemitérios.Impetuosa, guerreira e de forte personalidade, é reverenciada no culto dos eguns. Em yorubá, chama-se Odò Oyà. Oyá, em tempos remotos, era patrona (ou matrona) de uma sociedade secreta feminina, que cultuava os ancestrais (pessoas já desencarnadas pertencentes à religião), que denominamos Egungun. Foi o orixá Ogun que conseguiu acabar com a primazia das mulheres nesse culto, que passou a ser exclusivamente masculino. Mas, apesar disto, Oyá ainda é reverenciada nessa sociedade.Oyá, segundo a mitologia, é um orixá muito forte, enfrentando a tudo e a todos por seus ideais. Não aceita a submissão ou qualquer tipo de prisão.
Faz parte de sua indumentária a espada curva (alfanje), o erukere, que usava para sua defesa, além de muitos braceletes e objetos de cobre.
Sua dança é muito expansiva, ocupando grande espaço e chamando muita atenção.Duas espadas e um par de chifres de búfalo representam a imagem de Oyà.
Suas contas são vermelhas ou tijolo, o coral por excelência, o monjoló (uma espécie de conta africana, oriunda de lava vulcânica).
Seus símbolos são: os chifres de búfalo, um alfanje, adaga, eruesin [eruexin] (confeccionado com pelos de rabo de cavalo, encravados em um cabo de cobre, utilizado para "espantar os eguns").Com Oxalá aprendeu sobre o uso do raciocínio e o dom da paciência. Por isso ela não desiste facilmente de seus objetivos, sabendo esperar o momento certo para conquistá-los. Oyá é puro movimento. Não pode ficar parada, para não extinguir sua energia. O vento nunca morre, ele está sempre percorrendo novos espaços.
Arquétipo
Arquetipicamente, Iansã é a mulher guerreira que, em vez de ficar no lar, vai à guerra. São assim os filhos de Iansã, que preferem as batalhas grandes e dramáticas ao cotidiano repetitivo.Costumam ver guerra em tudo, sendo portanto competitivos, agressivos e dados a ataques de cólera. Ao contrário, porém, da busca de certa estratégia militar, que faz parte da maneira de ser dos filhos de Ogum, que enfrentam a guerra do dia-a-dia, os filhos de Iansã costumam ser mais individualistas, achando que com a coragem e a disposição para a batalha, vencerão todos os problemas, sendo menos sistemáticos, portanto, que os filhos de Ogum.São quase que invariavelmente de Iansã, os personagens que transformam a vida num buscar desenfreado tanto de prazer como dos riscos. São fortemente influenciados pelo arquétipo da deusa aquelas figuras que repentinamente mudam todo o rumo da sua vida por um amor ou por um ideal. Faz parte dos filhos de Iansã a maior arte dos militantes políticos não cerebrais por excelência. Ao mesmo tempo, quando rompem com uma ideologia e abraçam outra, vão mergulhar de cabeça no novo território, repudiando a experiência anterior de forma dramática e exagerada, mal reconhecendo em si mesmos, as pessoas que lutavam por idéias tão diferentes. Talvez uma súbita conversão religiosa, fazendo com que a pessoa mude completamente de código de valores morais e até de eixo base de sua vida, pode acontecer com os filhos de Iansã num dado momento de sua vida.Da mesma forma que o filho de Iansã revirou sua vida uma vez de pernas para o ar, poderá novamente chegar à conclusão de que estava enganado e, algum tempo depois, fazer mais uma alteração - tão ou mais radical ainda que a anterior.O temperamento dos que têm Oyá como Orixá de cabeça, costuma ser instável, exagerado, dramático em questões que, para outras pessoas não mereceriam tanta atenção e, principalmente, tão grande dispêndio de energia.São do tipo Iansã, aquelas pessoas que podem ter um desastroso ataque de cólera no meio de uma festa, num acontecimento social, na casa de um amigo - e, o que é mais desconcertante, momentos após extravasar uma irreprimível felicidade, fazer questão de mostrar, à todos, aspectos particulares de sua vida.Como esse arquétipo que gera muitos fatos, é comum que pessoas de Iansã surjam freqüentemente nos noticiários. Ao mesmo tempo, é um caráter cheio de variações, de atitudes súbitas e imprevisíveis que costumam fascinar (senão aterrorizar) os que os cercam e os grandes interessados no comportamento humano.Os Filhos de Iansã são atirados, extrovertidos e chocantemente diretos. Às vezes tentam ser maquiavélicos ou sutis, mas só detidamente. A longo prazo, um filho de Iansã sempre acaba mostrando cabalmente quais seus objetivos e pretensões. Eles têm uma tendência a desenvolver vida sexual muito irregular, pontilhada por súbitas paixões, que começam de repente e podem terminar mais inesperadamente ainda. São muito ciumentos, possessivo, muitas vezes se mostrando incapazes de perdoar qualquer traição - que não a que ele mesmo faz contra o ser amado. Ao mesmo tempo, costumam ser amigos fiéis para os poucos escolhidos ara seu círculo mais íntimo.Um problema, porém, pode atrapalhar tudo: a inconstância com que vê sua vida amorosa; outros detalhes podem também contaminar os aspectos profissionais.Todas essas características criam uma grande dificuldade de relacionamentos duradouros com os filhos de Iansã. Se por um lado são alegres e expansivos, por outro, podem ser muito violentos quando contrariados; se têm a tendência para a franqueza e para o estilo direto, também não podem ser considerados confiáveis, pois fatos menores provocam reações enormes e, quando possessos, não há ética que segure os filhos de Iansã, dispostos a destruir tudo com seu vento forte e arrasador.

Resumo
Sincretismo: Santa Bárbara
Suas cores: vermelho e coralSaudação : Eparrei!Seu dia : Quarta-feiraComida predileta: acarajé, milho temperado com camarão e azeite de dendê.Frutas e verduras: manga rosa, uva vermelha, maçã, cenoura, quiabo.Plantas: espada de Iansã (borda amarela) e bambu.Elemento: fogo e arFesta: 4 de dezembro, dia de Santa Bárbara, com quem está identificada.Pedras: rubi, coral, granada.