sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Santa Bárbara


A 4 de Dezembro é comemorado, em todo o mundo, o dia de Santa Bárbara. A este propósito dá-se a conhecer um texto (extraído de uma palestra proferida pelo Prof. F. Mello Mendes no Instituto Superior Técnico, nas 1as Jornadas de Comemoração do Dia de Santa Bárbara, em 4 de Dezembro de 2003) acerca do historial e culto, que explica a origem da devoção dos mineiros por esta figura.

Para compreender a devoção dos mineiros por Santa Bárbara importa entrar um pouco no conhecimento da história da respectiva vida lendária. Sobre esta história existem numerosas versões, a mais difundida das quais considera Bárbara nascida no início do Séc. IV em Nicomédia, actual Ismite, cidade da antiga Bitínia, na Ásia Menor, junto ao Mar de Mármara; era então Imperador Romano Maximiano Hércules.

Segundo esta versão, Bárbara era uma jovem invulgarmente bela, filha de Dióscoro, homem rico e poderoso, adorador dos deuses grego-romanos. Este, desejando destinar sua filha a um bom casamento, que também constituísse para ele uma vantajosa aliança, e por ter de partir em viagem, encerrou-a numa torre, mandando construir ali um balneário com duas janelas.

No seu isolamento, Bárbara terá entrado em profunda meditação, acabando por se converter à fé cristã, então seriamente proibida no país e já motivadora de perseguições. Na ausência do seu pai, Bárbara mandou abrir no seu balneário uma terceira janela para que assim, segundo ela, recebesse uma luz que representasse a Santíssima Trindade. Também iluminada pela Santíssima Trindade terá desenhado uma cruz com o dedo, no mármore da balneário, que ali ficou profundamente gravada e que, conforme vários relatos, teve efeitos milagrosos para os que, mais tarde, a tocaram. Além disso mandou destruir os ídolos pagãos que seu pai ali tinha.

Quando Dióscoro regressou da viagem, interrogou sua filha, que explicou o que tinha feito e informou seu pai que recusava qualquer casamento, pois já se tinha destinado a Jesus Cristo. Aquele, furioso, desembainhou a espada para a castigar, o que fez com que Bárbara fugisse e se ocultasse no interior de um rochedo que, segundo a lenda, se terá aberto para a esconder. Numa versão da Idade Média, que situa a história lendária de Bárbara perto de Atenas, a jovem terá sido protegida por mineiros de Laurio que a esconderam na sua mina. Denunciada por um pastor, Bárbara terá sido entregue ao seu pai que a levou a Marciano, máxima autoridade romana da cidade, acusando-a de professar o Cristianismo. Marciano quis perdoá-la, se Bárbara aceitasse os deuses de Roma, mas a jovem terminantemente recusou.

Por várias vezes açoitada cruelmente, Bárbara terá pedido sempre o auxílio a Deus, tendo Jesus aparecido assegurando-lhe que estaria sempre a seu lado, de modo que as crueldades dos tiranos nada pudessem contra ela. Nesse momento, Bárbara ter-se-á sentido curada e terá dado muitas graças a Jesus, assegurando-lhe que o seguiria para sempre.

Não conseguindo demovê-la da sua fé em Jesus, Marciano, no cúmulo do furor, tê-la-á mandado decapitar. Dióscoro, seu pai, que terá solicitado ser ele o executor, terá levado Bárbara ao alto de um monte onde esta se terá ajoelhado e pedido a Jesus que, na hora da sua iminente morte, a absolvesse de todos os seus pecados. Levada pela sua bondade, terá pedido também que a mesma graça fosse concedida a todos os que, em situações de morte iminente, por seu intermédio implorassem a Extrema Unção. Tendo recebido de Jesus a garantia da satisfação destes pedidos, Bárbara terá sido decapitada pelo seu cruel pai. Isto ter-se-á passado no dia 4 de Dezembro, dia de futuro dedicado à Santa. Continua a lenda que, entretanto, o céu escurecera, se tornara tempestuoso e que, quando Dióscoro encetou o regresso do monte, um raio o fulminou, reduzindo-o a cinzas. E assim, enquanto Bárbara terá subido ao Céu levada por anjos, Dióscoro terá descido ao Inferno para ser atormentado para sempre pelos demónios.

A adoração da Santa Bárbara por parte do mineiros, ao ponto de a elegerem como Padroeira, poderá encontrar-se na sua história lendária. Para além de relações possíveis, que podem ser consideradas menores, do refúgio de Bárbara no interior da terra , quando primeiramente perseguida pelo pai, parece fora de dúvida que o motivo essencial da adoração se encontre na súplica, feita pela Santa a Jesus, para que, quando em situações de morte iminente, todos os que implorassem a Deus, por seu intermédio, a Extrema Unção, a obtivessem, ficando absolvidos de todos os seus pecados. Tais situações de morte iminente tê-las-iam sempre os mineiros diante dos olhos quando no seu trabalho no subsolo.

Este também é o motivo pelo qual Santa Bárbara é também venerada, como Padroeira, por outras profissões (artilheiros, pirotécnicos, bombeiros, etc.); outras profissões, relacionáveis com a torre, tanto quanto à respectiva construção (cabouqueiros, pedreiros, arquitectos) como quanto à respectiva utilização como prisão (presidiários, se tal se pode considerar uma profissão, e guardas de prisão), têm igualmente a Santa como Padroeira. No mundo inteiro, Santa Bárbara mantém-se Padroeira dos mineiros.

IANSÃ


Iansã é um Orixá feminino muito famoso no Brasil, sendo figura das mais populares entre os mitos da Umbanda e do Candomblé em nossa terra e também na África, onde é predominantemente cultuada sob o nome de Oiá. É um dos Orixás do Candomblé que mais penetrou no sincretismo da Umbanda, talvez por ser o único que se relaciona, na liturgia mais tradicional africana, com os espíritos dos mortos (Eguns), que têm participação ativa na Umbanda, enquanto são afastados e pouco cultuados no Candomblé. Em termos de sincretismo, costuma ser associada à figura católica de Santa Bárbara. Iansã costuma ser saudada após os trovões, não pelo raio em si (propriedade de Xangô ao qual ela costuma ter acesso), mas principalmente porque Iansã é uma das mais apaixonadas amantes de Xangô, e o senhor da justiça não atingiria quem se lembrasse do nome da amada. Ao mesmo tempo, ela é a senhora do vento e, conseqüentemente, da tempestade.
Nas cerimônias da Umbanda e do Candomblé, Iansã, ela surge quando incorporada a seus filhos, como autêntica guerreira, brandindo sua espada, e ao mesmo tempo feliz. Ela sabe amar, e gosta de mostrar seu amor e sua alegria contagiantes da mesma forma desmedida com que exterioriza sua cólera.
Como a maior parte dos Orixás femininos cultuados inicialmente pelos iorubás, é a divindade de um rio conhecido internacionalmente como rio Níger, ou Oiá, pelos africanos, isso, porém, não deve ser confundido com um domínio sobre a água.
A figura de Iansã sempre guarda boa distância das outras personagens femininas centrais do panteão mitológico africano, se aproxima mais dos terrenos consagrados tradicionalmente ao homem, pois está presente tanto nos campos de batalha, onde se resolvem as grandes lutas, como nos caminhos cheios de risco e de aventura - enfim, está sempre longe do lar; Iansã não gosta dos afazeres domésticos.
É extremamente sensual, apaixona-se com freqüência e a multiplicidade de parceiros é uma constante na sua ação, raramente ao mesmo tempo, já que Iansã costuma ser íntegra em suas paixões; assim nada nela é medíocre, regular, discreto, suas zangas são terríveis, seus arrependimentos dramáticos, seus triunfos são decisivos em qualquer tema, e não quer saber de mais nada, não sendo dada a picuinhas, pequenas traições. É o Orixá do arrebatamento, da paixão.
Foi esposa de Ogum e, posteriormente, a mais importante esposa de Xangô. é irrequieta, autoritária, mas sensual, de temperamento muito forte, dominador e impetuoso. É dona dos movimentos (movimenta todos os Orixás), em algumas casas é também dona do teto da casa, do Ilê.
Iansã é a Senhora dos Eguns (espíritos dos mortos), os quais controla com um rabo de cavalo chamado Eruexim - seu instrumento litúrgico durante as festas, uma chibata feita de rabo de um cavalo atado a um cabo de osso, madeira ou metal.
É ela que servirá de guia, ao lado de Obaluaiê, para aquele espírito que se desprendeu do corpo. É ela que indicará o caminho a ser percorrido por aquela alma. Comanda também a falange dos Boiadeiros.
Duas lendas se formaram, a primeira é que Iansã não cortou completamente relação com o ex-esposo e tornou-se sua amante; a segunda lenda garante que Iansã e Ogum, tornaram-se inimigos irreconciliáveis depois da separação.
Iansã é a primeira divindade feminina a surgir nas cerimônias de cultos afro-brasileiros.
Deusa da espada do fogo, dona da paixão, da provocação e do ciúme. Paixão violenta, que corrói, que cria sentimentos de loucura, que cria o desejo de possuir, o desejo sexual. É a volúpia, o clímax. Ela é o desejo incontido, o sentimento mais forte que a razão. A frase estou apaixonado, tem a presença e a regência de Iansã, que é o orixá que faz nossos corações baterem com mais força e cria em nossas mentes os sentimentos mais profundos, abusados, ousados e desesperados. É o ciúme doentio, a inveja suave, o fascínio enlouquecido. É a paixão propriamente dita. É a falta de medo das conseqüências de um ato impensado no campo amoroso. Iansã rege o amor forte, violento.

As Características Dos Filhos De Iansã

Seu filho é conhecido por seu temperamento explosivo. Está sempre chamando a atenção por ser inquieto e extrovertido. Sempre a sua palavra é que vale e gosta de impor aos outros a sua vontade. Não admite ser contrariado, pouco importando se tem ou não razão, pois não gosta de dialogar. Em estado normal é muito alegre e decidido. Questionado torna-se violento, partindo para a agressão, com berros, gritos e choro. Tem um prazer enorme em contrariar todo tipo de preconceito. Passa por cima de tudo que está fazendo na vida, quando fica tentado por uma aventura. Em seus gestos demonstra o momento que está passando, não conseguindo disfarçar a alegria ou a tristeza. Não tem medo de nada. Enfrenta qualquer situação de peito aberto. É leal e objetivo. Sua grande qualidade, a garra, e seu grande defeito, a impensada franqueza, o que lhe prejudica o convívio social.
Iansã é a mulher guerreira que, em vez de ficar no lar, vai à guerra. São assim os filhos de Iansã, que preferem as batalhas grandes e dramáticas ao cotidiano repetitivo.
Costumam ver guerra em tudo, sendo portanto competitivos, agressivos e dados a ataques de cólera. Ao contrário, porém, da busca de certa estratégia militar, que faz parte da maneira de ser dos filhos de Ogum, os filhos de Iansã costumam ser mais individualistas, achando que com a coragem e a disposição para a batalha, vencerão todos os problemas.
São fortemente influenciados pelo arquétipo da deusa aquelas figuras que repentinamente mudam todo o rumo da sua vida por um amor ou por um ideal. Talvez uma súbita conversão religiosa, fazendo com que a pessoa mude completamente de código de valores morais e até de eixo base de sua vida, pode acontecer com os filhos de Iansã num dado momento de sua vida.
Da mesma forma que o filho de Iansã revirou sua vida uma vez de pernas para o ar, poderá novamente chegar à conclusão de que estava enganado e, algum tempo depois, fazer mais uma alteração - tão ou mais radical ainda que a anterior.
São de Iansã, aquelas pessoas que podem ter um desastroso ataque de cólera no meio de uma festa, num acontecimento social, na casa de um amigo - e, o que é mais desconcertante, momentos após extravasar uma irreprimível felicidade, fazer questão de mostrar, à todos, aspectos particulares de sua vida.
Os Filhos de Iansã são atirados, extrovertidos e chocantemente diretos. Às vezes tentam ser maquiavélicos ou sutis, mas, a longo prazo, um filho de Iansã sempre acaba mostrando cabalmente quais seus objetivos e pretensões.
Têm uma tendência a desenvolver vida sexual muito irregular, pontilhada por súbitas paixões, que começam de repente e podem terminar mais inesperadamente ainda. Se mostram incapazes de perdoar qualquer traição - que não a que ele mesmo faz contra o ser amado. Enfim, seu temperamento sensual e voluptuoso pode levá-las a aventuras amorosas extraconjugais múltiplas e freqüentes, sem reserva nem decência, o que não as impede de continuarem muito ciumentas dos seus maridos, por elas mesmas enganados. Mas quando estão amando verdadeiramente são dedicadas a uma pessoa são extremamente companheiras.
Todas essas características criam uma grande dificuldade de relacionamentos duradouros com os filhos de Iansã. Se por um lado são alegres e expansivos, por outro, podem ser muito violentos quando contrariados; se têm a tendência para a franqueza e para o estilo direto, também não podem ser considerados confiáveis, pois fatos menores provocam reações enormes e, quando possessos, não há ética que segure os filhos de Iansã, dispostos a destruir tudo com seu vento forte e arrasador.
Ao mesmo tempo, costumam ser amigos fiéis para os poucos escolhidos ara seu círculo mais íntimo.

Iansã - Orixá dos Ventos e da Tempestade !!!


Oxaguiam (Oxalá novo e guerreiro) estava em guerra, mas a guerra não acabava nunca, tão poucas eram as armas para guerrear. Ogum fazia as armas, mas fazia lentamente. Oxaguiam pediu a seu amigo Ogum urgência, Mas o ferreiro já fazia o possível. O ferro era muito demorado para se forjar e cada ferramenta nova tardava como o tempo. Tanto reclamou Oxaguiam que Oiá, esposa do ferreiro, resolveu ajudar Ogum a apressar a fabricação. Oiá se pôs a soprar o fogo da forja de Ogum e seu sopro avivava intensamente o fogo e o fogo aumentado derretia o ferro mais rapidamente. Logo Ogum pode fazer muitas armas e com as armas Oxaguiam venceu a guerra. Oxaguiam veio então agradecer Ogum. E na casa de Ogum enamorou-se de Oiá. Um dia fugiram Oxaguiam e Oiá, deixando Ogum enfurecido e sua forja fria. Quando mais tarde Oxaguiam voltou à guerra e quando precisou de armas muito urgentemente, Oiá teve que voltar a avivar a forja. E lá da casa de Oxaguiam, onde vivia, Oiá soprava em direção à forja de Ogum. E seu sopro atravessava toda a terra que separava a cidade de Oxaguiam da de Ogum. E seu sopro cruzava os ares e arrastava consigo pó, folhas e tudo o mais pelo caminho, até chegar às chamas com furor. E o povo se acostumou com o sopro de Oiá cruzando os ares e logo o chamou de vento. E quanto mais a guerra era terrível e mais urgia a fabricação das armas, mais forte soprava Oiá a forja de Ogum. Tão forte que às vezes destruía tudo no caminho, levando casas, arrancando árvores, arrasando cidades e aldeias. O povo reconhecia o sopro destrutivo de Oiá e o povo chamava a isso tempestade.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Magia para Fortificar sua Energia Interior


PARA DEUSA FORTIFICA SEU EQUEILIBRIO E EQUILIBRIO INTERIOR

O Ritual:
Num lugar calmo, livre de distrações, sente-se confortavelmente, permitindo sentir-se bem à vontade.
Acenda uma vela e olhe atentamente para o brilho da chama, contribuindo em sua mente a intenção de realizar seu desejo.
Foque suas intenções para trazer paz e harmonia para todos os seres.
Centrar a sua intenção e verbalmente afirmar a sua verdade.
Relaxe. Faça uma respiração pausada. Permita que o Universo se manifeste aos seus desejos.
Sua intenção irá gerar o seu próprio poder atração
E quando se sentir preparado(a), diga:

“Estou totalmente presente no lugar do Mistério,
onde meu desejo se torna em destino.
Dentro desta compensação de energia pura,
Eu descobri a Deusa dentro de mim.
Honrarei agora a pureza da vida,
Seus ensinamentos e a verdade,
Eu abraço esta natureza divina,
Sem reserva ou limitação.
Isso, é para se manifestar agora.
E assim é, assim será. ”

Deixe a vela queimar até terminar, e se caso tiver condições, fique meditando junto.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Guardiões Protetores!


Guardiões Protetores!
Ao se preparar para lançar feitiços ou rituais você deve lançar um círculo que proteja você e sua magia…
Depois que o círculo é lançado, você vai para cada um dos quatro pontos cardeais (norte, leste, sul e oeste) e invoca os Guardiões das Torres de Vigia – ou seja, os seres elementais ligados às quatro direções e os quatro elementos . Eles são chamados a testemunhar o seu rito e para guardar o seu círculo de indesejáveis, energias maléficas.

Invocando os Guardiões:

Ao Norte

“Salve os Guardiões da Torre de Vigia do Norte!” Pelo poder da Terra, eu vos convoco, para testemunhar este rito e guardar este círculo. ”

(Com seu athame, desenhe um pentagrama invocando o elemento Terra no ar e à luz de uma vela elemental verde, deixando-a no portal norte.)

Ao Leste

“Salve os Guardiões da Torre de Vigia do Leste! Pelo poder do Ar, eu vos convoco, para testemunhar este rito e guardar este círculo.”

(Com seu athame, desenhe um pentagrama para invocar o elemento do Ar no ar e à luz de uma vela elemental amarela, deixando-a no portal leste).

Ao Sul

“Salve os Guardiões da Torre de Vigia do Sul! Pelo poder do Fogo, eu vos convoco, para testemunhar este rito e guardar este círculo.”

(Com seu athame, desenhe um pentagrama para invocar o elemento do Fogo no ar e à luz de uma vela elemental vermelha, deixando-a no portal sul.)

Ao Oeste

“Salve os Guardiões da Torre de Vigia do Oeste! Pelo poder da Água, eu vos convoco, para testemunhar este rito e guardar este círculo.”

(Com seu athame, desenhe um pentagrama para invocar o elemento da Água no ar e à luz de uma vela elemental azul, deixando-a no portal oeste.)

Quando o ritual está completo e seus feitiços já lançados, é hora de agradecer a esses seres elementais que testemunharam e protegeram o seu rito durante o seu lançamento de feitiços. Agradecer estes seres de forma adequada e com o respeito com que são devidas, nunca subestime seus poderes.

Despedir dos Guardiões:

Ao Oeste

“Eu vos agradeço, Guardiões do portal da Água, por testemunhar este rito e proteger este círculo. Façam um retorno seguro. Bendito Seja!”

(Com seu athame, desenhe um pentagrama de banimento do elemento de água no ar e apague a vela azul.)

Ao Sul

“Eu vos agradeço, Guardiões do portal do Fogo, por testemunhar este rito e proteger este círculo. Façam um retorno seguro. Bendito Seja!”

(Com seu athame, desenhe um pentagrama de banimento do elemento de fogo no ar e apague a vela vermelha.)

Ao Leste

“Eu vos agradeço, Guardiões do portal do Ar, por testemunhar este rito e proteger este círculo. Façam um retorno seguro. Bendito Seja!”

(Com seu athame, desenhe um pentagrama de banimento do elemento do Ar no ar e apague a vela amarela).

Ao Norte

“Eu vos agradeço, Guardiões do portal da Terra, por testemunhar este rito e proteger este círculo. Façam um retorno seguro. Bendito Seja!”

(Com seu athame, desenhe um pentagrama de banimento do elemento da Terra no ar e apague a vela verde).

Observe que ao invocar os Guardiões, você está fazendo isso em um movimento no sentido horário em torno do círculo, e quando você fecha e se despede dos Guardiões, você está movendo a esquerda (sentido anti-horário).

Elemento Terra


TERRA é o arquétipo universal do feminino Divino.
Nosso planeta é carinhosamente chamado de Mãe Terra, a Grande Mãe, e Gaia, entre muitos outros.
Ela representa o espírito inesgotável de criação, e está associado com a abundância.
Quando trabalhamos com a Terra, não só estamos chamando a grande extensão do nosso planeta – as suas montanhas, cavernas, minerais e desertos -, mas também estamos invocando o seu apoio e força enorme.
Dela surge um tesouro escondido, e ela é a prova de que as coisas materiais podem se manifestar a partir do Divino.
Terra é todos os tesouros enterrados nas profundezas da alma.
São coisas materiais que almejamos e talvez, dito que não deveríamos ter.
É a segurança do que é sólido e imóvel, e a “manifestação” para o mundo real do tato, paladar, olfato e visão.

Terra
Direção: Norte
Época do ano: Inverno
Ferramentas: Pentagrama e Espada
Tarô: Ouros
Signo: Virgem Touro, Capricórnio
Cor: preto, marrom, verde
Anjo: Uriel
Elemental Rei: Ghob
Elementais: Gnomos
Palavra: “saber”

Trabalhando com terra…
Triângulo, “Três em um”, três vezes é a natureza do universo.
Sol / Lua / Ascendente
Solteira, Mãe, Idosa
Filho, Pai, Sábio
O triângulo apontando para baixo representa o princípio feminino.
Desenhe o triângulo nas velas para obter uma força extra.
Desenhe no verso da foto para sucesso no lançamento do feitiço.
Use o triângulo para quebrar a negatividade do outro ou do local, com o seu nome dentro ou foto.
Use o triângulo para proteger seu quarto onde faz magias.
Carregue um triângulo na carteira escrito “fortuna” no centro, para atrair prosperidade financeira.

Pequeno Ritual…
Desenhe um triângulo sobre qualquer coisa que você deseja usar para tirar a energia da terra para você.
Ative o triângulo escrevendo o nome ou desejo no centro dele, pedindo proteção, firmeza, coisas da terra.
Triângulos são pontos de ativação de alteração em magias, não coloque nada ali se não quiser modificar.

Informações Básicas…

A Terra tem o menor nível de vibração dos quatro elementos, porque ele se manifesta solidamente em nosso mundo.

O elemento “terra” – trovão.

Sua energia – “Poder mais alto”.

Associada a parte da “fortuna” em cada mapa astral, quando ativado ele traz ao longo da vida:. Sucesso, boa sorte e riquezas.

Escrever ou esculpir Cruz de Odin em combinação com outros símbolos astrológicos em velas, altares, etc

Símbolos astrológicos…

Capricórnio…Lua em Capricórnio, a Terra traz motivação, entusiasmo na elaboração, faz acreditar no que é capaz.

Touro…Lua em Touro, a Terra enraizada, pronta e firme, certa do resultado.

Virgem…Lua em Virgem, a Terra em transformação, traz mudança, modifica a situação.

Todos os signos da Terra são convictos e firmes.

Símbolo do sexo Feminino

“Poder” e “Querer”

Elemento Ar.


AR é o sopro divino do Espírito, a habilidade de se mover através do espaço e do tempo, e a sabedoria que vem da experiência e do estudo.
Onde a magia da Terra presta-se a manifestar as coisas, magias do ar são para variedades, estudios mentais: o envio de mensagense magias do tempo.
Conectado ao elemento AR é bom para escrever histórias, artigos, poesias, tomar notas, compor música, estudar tudo e qualquer coisa, traz clareza de pensamento.
O ar é a brisa suave em seu rosto que faz você se sentir tocado.
Acredita-se em mudança através do espaço e tempo, e no contato com o Divino pelo elemento AR.
O ar é a parte da sua mente que é clara e nítida e focada sempre em mudança, nunca parado e nunca com único conteúdo, mas sempre varridos dentro de outra brisa e movido ao longo da corrente do tempo.

Ar
Direção: leste
Hora do dia: amanhecer
Época do ano: Primavera
Ferramentas: espada, athame / incenso
Tarô: espadas
Signo: Libra, Aquário, Gêmeos
Cor: amarelo e azul
Anjo: Raphael
Elemental Rei: Paralda
Elementais: Silfos e fadas
Palavra: “à vontade”

Trabalhando com ar …
Trabalhar a Palavra:
Uma palavra-chave evoca uma imagem na mente do elemento e estabelece uma ligação com o elemento Ar pode ser “intelecto”, ”velocidade”, etc… fica a seu critério.
Deuses “Hermes” e “Mercurio” são ambos associados com o ar. Em um feitiço, use seus nomes para enviar uma mensagem, acelera a velocidade de um feitiço.

Seres Elementais são os silfos e fadas …
Chamando os Silfos você pode empurrar algo longe de você ou puxar algo para você.
Chamando as Fadas você cria atividades de cura e de criatividade.
O “AR” pode ser usado para dizer se os espíritos que invocou entraram no espaço de seu feitiço se está trabalhando.
Sopre no seu feitiço para preenchê-lo com o “sopro de vida”.

Pequeno Ritual
Escreva a sua magia em uma fita e amarre-a em uma árvore, onde o vento pega, área externa.
Deixe-a amarrada num período espetacular, tipo durante uma lunação (30 dias).
Trabalho de magia durante as tempestades têm potência extra.

Informações Básicas:
Quando trabalhamos com a Ar nós trabalhamos com o sopro divino do Espírito, cria-se habilidade de se mover através do espaço e do tempo, e uma sabedoria adquirida com a experiência.

O elemento AR favorece a ida e a volta de uma magia.

Mesmo sem elaborar um ritual, experimente fazer um desejo ao se deparar com uma brisa que passa por você.

Simbologia Astrológica:

Libra ar … Lua em Libra, em movimento precoce, fase de justiça e criar toda arte.

Aquário ar … Lua em Aquário, como fixa sobre a terra, compromisso imediato.

Gêmeos ar … Lua em Gêmeos, que muda de direção, aviso de mudança.

Os três signos possuem grande “intelecto” e “velocidade”.

Simbolo do sexo masculino

Expressão e Dedicação.

Elemento Fogo.


O FOGO é o chiado da criatividade e da erupção de paixão.
Com o fogo, temos a lenda da Fênix, onde podemos renascer das cinzas do que foi e abraçar o que será, com alegria, ansioso para a mudança.
O fogo é a força, o poder, a proteção e a capacidade de mudança de um estado para outro.
É a iluminação.
O fogo é a representação da divindade manifestada.
O fogo é também o grande destruidor.
O fogo é a paixão física tão ardente que se pode consumir.
É o entusiasmo tão poderoso que é o que leva você a ter sucesso.
O fogo não permite que você desista diante das adversidades.
É o que atrai os amantes do conjunto em dificuldades insuperáveis e provoca a paixão que luta incessantemente por justiça.

Fogo
Direção: sul
Hora do dia: ao meio-dia
Época do ano: verão
Ferramentas: bastão, vela, castiçal
Tarô: paus
Zodíaco: Áries, Leão, Sagitário
Cor: vermelho
Anjo: Michael
Elementais: Salamandras
Palavra: “ousar”

Trabalhando com o Fogo…
Trabalhando com o elemento fogo você conecta o físico com a atitude e faz o espaço sagrado.
Queimando com a ação do elemento fogo você estabelece uma
ligação que evoca a “ação” e “visões”.

Pequeno Ritual
Em um papel branco desenhe um pentagrama e em seu centro escreva seu problema, dificuldade, desejo, enfim, sua intenção.
Oferecer o papel dobrado ao consumo das chamas, utilizando seu caldeirão ou uma panela qualquer.
O fogo pode ser usado em magias para eliminar fofocas, alimentar
uma paixão, destruir ou reconstruir como energia.
Pode também ser utilizado somente as chamas de uma vela.

Informações básicas…

O fogo é a força.

O fogo é poder. É proteção.

É a capacidade de mudança de um estado para outro, a

representação da Divindade manifestada “queimando” o caminho

para a verdade, para luz e para transformação.

A mudança através da atividade de auto-motivação.

É o Grande destruidor.

Desenhado em círculo mágico pode ser foco de uma manifestação.

Fogueiras acesas por oito dias servem para invocar ou banir.

O fogo pode representar a verdade, o conhecimento através da purificação.

Simbologia astrológica:

Áries – Lua em Áries, é o começo do fogo, a inspiração, a pequena brasa.

Leão – Lua em Leão, é a vaidade, a certeza, é o fogo firme.

Sagitário – Lua em Sagitário, é o fogo que o vento leva, se espalha, é o fogo da mudança.

Todos os signos de fogo têm algo em comum…”Ação”.

Símbolo do sexo masculino

Comunicação e Movimento

Elemento Água.


ÁGUA, símbolo da Grande Mãe, está associada com o nascimento e transformação. A água limpa e purifica, o que representa a nossa busca pelos segredos da vida e da morte.
Água corrente, simboliza a cascata interminável de energia espiritual.
A água é o nevoeiro de ontem, hoje e amanhã, tudo embrulhado em um momento mágico. A água é o elemento de sonhos e visões e de busca incessante do conhecido e do desconhecido.

É adivinhação, é a procura de respostas, e a resposta do universo. É a mística e a indescritível, pois ela desliza por entre os dedos deixando-o molhado, com frio e tremendo, sabendo que você foi tocado pelo Divino.

Água
Direção: Oeste
Hora do dia: período da manhã
Época do ano: outono
Ferramentas: cálice, caldeirão
Tarô: copas
Zodíaco: Câncer, Escorpião, Peixes
Cor: verde agua/azul claro
Anjo: Gabriel
Elemental rainha: Niksa
Elementais: Ondinas
Palavra: “calar”

Trabalhando com Água …
Trabalhando com o elemento Água você conecta o físico com a mente e limpa todo espaço sagrado.
Fazendo um pentagrama e utilizando o elemento água você estabelece uma ligação que evoca “emoções” e “intuição”.

Pequeno Ritual
Para trazer chuva durante uma seca ou estiada, desenhe um pentagrama de invocação de água no chão com uma vassoura e coloque uma cuia de água, ou mesmo uma bacia de água no centro.
Levante sua vassoura para o céu e peça a quantidade certa de chuva para a sua terra. Use a direção oeste para liberar a energia.

Informações básicas …

A água é um símbolo da Grande Mãe, associada com o nascimento e transformação, água pode limpar e purificar.

Um guia para a fonte da vida, uma companheira em encontrar a fonte de todas as coisas.

Águas profundas, representa – profundidade da alma humana, o subconsciente, o reino dos mortos.

Água corrente representa – a energia espiritual e seu desenvolvimento.

A água pode ser usada para limpeza e purificação, para destacar a sua intuição e para trabalhar com emoções.

Atravessando um rio (em ritual) significa que você deseja passar do mundo de ilusão em um estado espiritual mais elevado – caminhando sobre uma ponte (no ritual) pode representar a mesma coisa.

O orvalho da manhã, na Cultura grega, recolhidos ao nascer do sol, era utilizado em magias da lua para abençoar os olhos para as dificuldades visuais.

Simbologia astrológica.

Câncer – Lua em Câncer, como água em fonte traz carinho.

Trabalhar em questões emocionais da família, e em projetos que precisam de carinho.

Escorpião - Lua em Escorpião, como as águas profundas, traz a intensidade.

Você ganha uma força extra de intensidade emocional.

Peixes - Lua em Peixes, como as direções da água, traz mudança, experiência de transformação e instinto visionário.

Bom para trabalhar com sonhos, meditação e adivinhação.

Todos os signos de água têm algo em comum …” Emoções “.

Um símbolo do feminino

Criação / Purificação

Criando um livro de bruxaria


Ao contrário do que a televisão e o cinema nos querem fazer crer, um Livro das Sombras não é um velho livro de séculos cheios de magias e encantamentos misteriosos.

E para os iniciantes em magia chega a ser decepcionante algumas descobertas após ingressar seriamente nos estudos sobre bruxaria.

Gostaríamos mesmo que, todas as mágicas dos filmes existissem, seria mais fácil alcançar nossos desejos, e se bem guardado em livros, teríamos soluções rápidas nas bibliotecas…

Enfim, de volta a realidade, vamos entender um pouco mais sobre este maravilhoso Livro das Sombras.

Nos primórdios da bruxaria, o medo de ser descoberto era tão grande, que toda a sabedoria e os segredos eram proferidos verbalmente, mesmo porque a capacidade de ler e escrever era principalmente para os ricos e a bruxaria acontecia nos campos.

Isso nos leva à pergunta: Se a TV e os filmes são erradas, então o que exatamente é um Livro das Sombras, e onde você poderá encontrar um?

Basicamente, um bom livro das sombras vai servir de um guia de bruxa e de referência ao caminho da magia. Um lugar onde você guarda as tabelas e correspondências, feitiços e rituais que você gostaria de refazer ou ver seu resultado, os significados das coisas da natureza.

Um outro objetivo é mais pessoal. Neste, você pode manter o controle de sonhos, leituras de tarô pessoal, feitiços e rituais que você tentou e os resultados que você teve, etc… Uma pasta de trabalhos.

Agora que você sabe o propósito de um Livro das Sombras, você precisa decidir como poderia ser o seu!

Não entre em pânico!

Há livros em branco disponíveis no mercado que são muito bem decorados por fora, mas muito poucos deles deixe a opção de decoração na capa. Você pode encontrá-los, mas eles podem ser caros.

O melhor é entrar em várias papelarias e ver o que mais lhe agrada e se for de capa lisa, melhor, assim você faz a cara do seu.

Não esqueça que tem que ser sem pauta, e o melhor é sempre escrever com lápis e não com caneta, assim aprendi num dos cursos de bruxaria. E sempre deixe um espaço entre magias, para poder colocar uma notificação futura conforme os resultados obtidos.

Lembre-se também que algumas vezes estará fazendo anotações à luz de velas, então mantenha a calma para não deixar garanchos que não entenderá depois.

Se você preferir usar o computador, você pode digitar as suas páginas e imprimi-las ou você pode ignorar o “livro” e manter somente salvos em arquivos e armazenadas em CD’s.

É inteiramente opcional.

A principal coisa a lembrar é que, quando criar o seu próprio Livro das Sombras, ele deve ser um reflexo de quem você é como um ser espiritual e que você eventualmente gostaria de se tornar.

É muito pessoal e de preferência seria legal ter um cadeado e só você ter o acesso.

Se você começar um livro e não ficar feliz com isso, comece de novo.

Não fique desanimado(a) porque não está perfeito, treine… O meu primeiro livro caprichei tanto e hoje tenho outro estilo, mas amo todos que tenho.

Existem literalmente centenas de livros on-line das Sombras, escrito por pessoas de todas as tradições, da Feiticeira e do pagão!

Bênçãos Brilhantes!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

MESTRE SAINT GERMAIN


Presença Mágica

O anseio por paz, no coração do homem, tornou-se cada vez mais insistente.

Foi objetivo da encarnação do Bem-Amado Mestre JESUS, o CRISTO, trazer a mensagem da PAZ à humanidade.

A maioria dos homens não Lhe deu atenção, porque seria exigido de cada emanação de vida uma mudança no modo de pensar e agir, a fim de subjugar o ego (eu-personalidade) e, para tanto, a humanidade não estava nem está preparada, ainda hoje.

Em grande parte, a mensagem da Paz e do Amor é menosprezada, ridicularizada e considerada “fora de moda”.

As Leis Divinas que se resumem naquelas mensagens permanecem impolutas e inalteráveis nesta época de transição.

Sua validade está presente em todo o Universo.

No entanto, em seu lugar prevalecem o pensamento materialista, o prazer mundano, a falsidade, que acompanhados pela ambição de poder e domínio podem trazer, como conseqüência, a destruição à humanidade e ao planeta.

O desenvolvimento progressivo desse comportamento se reflete em todos os planos e campos de atividade do ser humano, em forma de doença, depressão, medo de viver, catástrofe, terror, guerra, etc. A ameaça ao vosso espaço vital (inclusive à água, terra e ar) evidencia-se, hoje em dia, com mais perceptibilidade.

Essa ameaça que a humanidade sente na flor da pele é a razão do despertar espiritual de muitos seres humanos.

O anseio de proteção, segurança e paz interior, bem como as exigências da vida exterior, tornaram-se cada vez mais notórias.

A PAZ deve ser reconquistada custe o que custar; pois, há milênios, ela vem sendo erroneamente interpretada, e muitas vezes foi conseguida com atos contrários à Lei do Amor.

Essa exorbitante energia conspurcada deve ficar novamente pura, conforme exige a Lei Cósmica.

Para que isso possa acontecer, indicamos o uso insistente do Fogo Violeta.

Para essa finalidade, foi erguido um Templo no mundo espiritual. Todo discípulo que, sinceramente, deseja familiarizar-se com o uso da Transformadora Chama Violeta receberá instruções adequadas, se persistir nesse desejo.

Aconselhamos: vinde à noite ao Templo do Fogo Violeta.

Nós e os poderosos Irmãos da Fraternidade Branca estamos prontos para ensinar-vos, incansavelmente, a usar a purificadora Chama da Ascensão e da Liberdade.

Um dia, em vossa vida, poderá acontecer que somente tenhais uma única arma em vossas mãos: o FOGO VIOLETA.

Abençoado é o discípulo que se conscientiza em sua Divina Presença EU SOU.

É Ela sua única proteção.

AMOR é o laço inseparável que sempre Nos une a vós.

SAINT GERMAIN

(Trecho do livro “Presença Mágica”, de Saint Germain)

MAGIA NOS ENCANTAMENTOS DA LUA


A magia da lua e cada uma de suas magníficas fases são a parte mais valiosa na elaboração de um feitiço ou encantamento, sendo extremamente importante que os rituais sejam realizados durante a fase lunar apropriada.

A lua crescente (período entre a lua nova durante o primeiro quarto até a lua cheia) é o momento apropriado para realizar a magia positiva e os encantamentos que aumentem o amor, a sorte, o desejo sexual e a riqueza.

A lua cheia aumenta a percepção extra-sensorial e é o momento ideal para realizar as invocações à Deusa lunar, os rituais de fertilidade e encantamentos que aumentem as habilidades psíquicas e sonhos proféticos.

A lua minguante (época entre a lua cheia durante o último quarto até a lua nova) é o momento apropriado para realizar a magia destrutiva, os encantamentos negativos e feitiços que retirem as maldições, para terminar maus relacionamentos, reverter encantamentos de amor e afrodisíacos, acabar com maus hábitos e diminuir febres, dores e doenças, mas um período também de reflexão.

Já na lua nova você pode fazer quase todos seus feitiços e encantamentos, pois ela auxilia todo e qualquer início, dá forças extras num começo de magia.

Para iniciantes em magia aconselho prestar atenção nas energias de cada fase sem ao menos tentar fazer magia, somente sinta no seu dia a dia durante alguns meses a fase que seu amor floresce mais, seu emprego deslancha e quando tudo fica meio parado.

Sentindo as fases você vai perceber quando deve agir e com qual tipo de magia.

Magia de proteção para ambiente.


Vaso de pimenta, ele tem o poder de repelir maus fluidos.

Quem não conhece aquela expressão “seca pimenteira“?
Sim, é aquela pessoa com olhar tão forte e negativo que seca até uma planta resistente.
Tenha um vaso de pimenta em casa, e é fácil de encontrar vários tamanhos e modelos no mercado.
Além de proteger contra energias ruins, suas cores dão um toque especial à decoração.
É necessário podá-la com frequência, retirando sempre as pimentas secas.

Você pode abrir essas pimentas e jogar as sementes de volta no vaso, para que elas brotem.
A rega deve ser com frequência, mas sem exageros, pois ela não gosta.
É bom deixá-la no sol, mas por apenas um período. Manhã ou tarde.

Cuide bem dela, pois a pimenta cuidará bem de você e do ambiente onde ficar…

É incrivel como as pessoas se incomodam com a presença do vaso de pimenta, você vai notar a visita que não está com grandes amores com você só desta olhar para o vaso seguidamente.
E para completar uma SIMPATIA para colaborar com o vaso de pimenta:

Para ter bons fluidos em casa…

Faça uma faxina em casa jogue tudo que for velho fora, jornais, revistas e moveis que já não tenham mais utilidade.
Depois de feito isso lave a casa por 7 sextas feiras com sal grosso na água.
O ambiente fica renovado e livre das energias negativas.

Assim ajuda a manter a energia da pimenta.

Trança da Prosperidade


Para fazer num domingo e de preferência quando estiver na lua cheia.

Você vai utilizar três pedaços de fita de tecido verde e de 70cm cada.
Pode ser barbante ou lã verde, mas a fita deixa a trança mais volumosa.
Pegue as três fitas verde de 70 cm cada e amarre com três nós em uma das extremidades, unindo-as.
Comece a entrelaçar fazendo uma trança, e a cada laçada, visualize você com muito dinheiro, sua riqueza, sobrando dinheiro depois de ter realizado vários sonhos, dinheiro pra todo lado…

Mais ou menos no meio da trança, dê mais três nós e visualize sua generosidade, suas doações, suas ajudas e quais pessoas ajudaria…

Em seguida, continue trançando e dizendo em voz alta:

“Luz do todo poderoso, me ajude a alcançar a prosperidade, pois eu preciso para completar meu projeto, que ocupa meus pensamentos…

Energia desta Luz, me guia e me leve até o sucesso, e assim, quando a fortuna chegar, a muitos irei ajudar…

Que Assim Seja”.

Fechar a trança com três nós.
Coloque a Trança Verde embaixo do colchão de sua cama.
Quando a graça começar a ser concedida, não se esqueça das ajudas prometidas, porque, caso contrário, a falência desta riqueza virá.
E quando achar que basta, e que sua riqueza aumentará por si só, queime sua trança verde e jogue as cinzas em água corrente.

Ritual para atrair o amor


Faça este ritual no primeiro dia de Lua Nova. E sempre tendo muita certeza do feitiço, pois uma vez lançado, dificil de retornar.

Material necessário:
- 2 pequenos ímãs,
- Um saquinho de pano, de preferência costurado por você,
- 30 cm de fio de lã vermelha,
- Água de Rosa.

Uma noite que inicia a fase de lua nova, com uma ponta de metal, tipo faca ou agulha bem grossa, grave seu nome em um ímã e do seu amor sobre o outro imã.
Segure um ímã em cada mão e esfregá-los levemente um contra o outro, seu olhar nos imãs e o seu pensamento voltado ao romance que você deseja com esta pessoa. Após 1 minuto, segure os dois imãs juntos e recite:

“Como os ímãs juntos,

agora estamos nós,

dois amantes unidos pela vida,

pela graça de Deus”.

Passe um pouco da água de rosas nos ímãs, e em seguida, coloque-os dentro do saco que você fez e feche com o fio de lã vermelho.
Guarde seu saquinho em um lugar seguro em casa.
Todas as noites durante uma semana, você volta e repeta os dizeres que recitou como um mantra .

Pronto! É só aguardar o resultado.

BANHO DE SAL GROSSO


Muitos amigos ,clientes e pessoas q me procuram para orientação continuam com dúvidas sobre o banho com sal grosso, e tem sido uma das questões mais frequentes, então vamos lá;
O banho de sal grosso tira energias negativas, mas também as positivas.
Por isso é melhor não abusar dos banhos.

Comece com um banho por semana, e se não sentir resultado, aumente os dias aos poucos… e quando sentir que está funcionando, mantenha até sentir-se melhor.

Se for necessário vários banhos, procure fazer meditação após alguns banhos, isso ajuda a repor energias positivas.

Uma vela aromática ou incenso também ajudam a recuperar energia positiva.

Para facilitar seu banho com o sal grosso, te ensino agora uma forma criada por minha mãe e que ajudou mesmo.

Pegue uma meia fina, pode ser velha (limpa, né) e coloque dois punhados de sal grosso dentro da meia e dê um nó leve na extremidade para não vazar o sal.

Depois de seu banho convencional, coloque a meia na nuca (parte de tráz do pescoço) e deixe a água do chuveiro caindo na meia.

Assim o sal vai derretendo dentro da meia e escorrendo pelo seu corpo. E se quiser, pode ir movimentando a meia pelo corpo.

Tome poucos banhos com o sal no começo, até sentir que consegue repor a energia positiva.

Não conheço ninguém que se prejudicou com banho de sal grosso, só alerto para não te deixar com fraqueza por excesso de banhos. É só uma dica.

Faça seu banho com sal grosso, e em seguida deite e relaxe ao som de uma música, com luz de velas, incenso e meditação.

Não há energia negativa que aguente!

Ou voce tambem pode pegar um pouco de sal grosso em um baldinho e ir derramando em seu corpo.
Aconselho a voce depois do banho de sal grosso, tomar um banho de alecrim c mangericão para repor as energias positivas,ou então utilizar uma essencia ou colonia de boa procedencia de alfazema,ou erva doce, ou de outra ervinha c poder energetico...OK?

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Bênçãos das Bruxas para Gatos


“Bastet de beleza e de graça,
Protetora da raça felina,
Proteja meu gato de estimação de todos os males e danos,
E mantê-lo sempre seguro e acolhido.
Assista ao(nome do gato)todo dia,
E oriente-o se de casa ele / ela se perder.
E conceda-lhe muita felicidade,
E uma boa vida livre de conflito e estresse”.

GATOS e o HALLOWEEN


Aproxima-se o dia de Halloween. Esta tradição é celebrada na noite de 31 de Outubro, em países como os Estados Unidos da América e o Reino Unido. Em Portugal não temos uma tradição de Hallowwen, já que ela tem origem nas tradições célticas irlandesas. Ao Halloween estão associados muitos símbolos, como bruxas, vassouras, morcegos e gatos, especialmente gatos pretos.

E porquê os gatos e particularmente os gatos pretos?

Acreditava-se que a lua cheia marcava a época de praticar certos rituais ocultos. O gato estava associado às bruxas por superstição. Acreditava-se que as bruxas podiam transferir seus espíritos para gatos, então acreditava-se que todas as bruxas tinham um gato.

O gato era tido como "um espírito familiar" e muitos eram mortos quando se suspeitava serem uma bruxa. Os druidas também tinham os gatos como animais sagrados, acreditando terem eles sido seres humanos transformados em gatos como punição por algum tipo de perversidade. Representavam portanto seres humanos encarnados, espíritos malvados, ou os "espíritos familiares" das bruxas.

A cor do gato originalmente não era um factor importante. Embora o gato preto fosse o mais perseguido. Na Idade Média, quando se acreditava que os felinos, devido a seus hábitos nocturnos, tinham parte com o demónio – e se o bichano era da cor negra, habitualmente associada às trevas, pior ainda para ele. Assim, no imaginário medieval, o gato preto tornou-se tão inseparável da mística figura da feiticeira quanto a vassoura voadora.

No século XV, o papa Inocêncio VIII (1432-1492) chegou a incluir o pequeno animal na lista de perseguidos pela inquisição, campanha assassina da Igreja Católica contra supostas heresias e bruxarias.

A perseguição atingiu seu auge na Inglaterra do século XVI, época de repentino aumento da população felina nas cidades. Consta que, certa noite de 1560, em Lincolnshire, um gato preto foi ferido à pedrada. Encurralado, ele refugiou-se na casa de uma velhota que costumava dar abrigos a gatos de rua. No dia seguinte, a velhinha também apareceu ferida – o que fez o povo local concluir que ela era uma bruxa e o gato preto, o seu disfarce nocturno. Nessa tentativa de combater o paganismo, a Inquisição inverteu uma tradição milenar, pois os gatos eram reverenciados como divindades, principalmente entre os antigos egípcios. Na França, a perseguição aos gatos durou até 1630, quando foi proibida pelo rei Luís XIII (1601-1643

Fonte:gato.catish.net

Ritual Samhain


Material necessário:

Caldeirão;

Uma vela preta;
Uma vela laranja;
Uma maçã;
Um pão feito por você;
Uma romã;
Dois pedaços de papel em branco;
Lápis;
Alecrim;
Uma colher de pau;
Álcool de cereais;
O Cálice com vinho.

Procedimento:

Coloque o Caldeirão sobre o Altar e disponha a vela laranja do lado direito e a vela preta do lado esquerdo. Coloque a maçã perto da vela laranja e a romã perto da vela preta. Trace o Círculo Mágico e então diga:

Neste dia sagrado, no qual o véu que separa os mundos se encontra mais fino, somos visitados por nossos ancestrais.
Que a Deusa Anciã e o Senhor das Sombras possam abençoar todos os amados que viverem partilhar deste Rito de Sabbat.

Acenda as velas, dizendo:

Sagrados Ancestrais venham a mim.
Nesta noite eu canto a magia e realizo este ritual em homenagem àqueles que partiram ao País de Verão.
Que este Rito seja agradável aos olhos daqueles que já se foram.
Abençoados sejam todos eles.

Eleve o Caldeirão, dizendo:

Este é o ventre da Mãe, o Caldeirão dos fins e recomeços.

Coloque-o novamente no lugar e pegue um pedaço de papel.

Nele escreva tudo o que você quer afastar de sua vida. Acenda-o na vela preta e deixe-o queimar dentro do Caldeirão.

Pegue o outro pedaço de papel e escreva tudo o que você quer atrair para a sua vida. Acenda-o na vela laranja e deixe-o queimar dentro do Caldeirão.

Coloque o alecrim no Caldeirão, junto com as cinzas, e comece a mexer a mistura no

sentido horário, dizendo:

Que o velho morra e que o novo possa entrar.
Pelo poder da Vida e da Morte,
Saúdo os espíritos desta noite de Samhaim.

Coloque um pouco de álcool no Caldeirão e então ponha fogo, dizendo:

Através desta luz e o elo mar além,
Saúdo todos os espíritos nesta noite de Samhaim.

Olhe para as chamas do fogo e mentalize todos os seus desejos.

Com o seu Athame, abra a romã, com algumas sementes, enquanto pensam todas as coisas negativas que quer afastar de sua vida. Coloque algumas sementes no fogo.

Parta a maçã ao meio, coma uma das partes e jogue um pequeno pedaço nas chamas do Caldeirão. Mentalize agora tudo o que você quer atrair de positivo.

Com a sua colher de pau, mexa o conteúdo de seu Caldeirão e então diga:

Que o negativo se torne positivo,
Que o mal se transforme em bem,
Que a doença se torne saúde,
E o ódio em amor.

Beba um gole do vinho e despeje um pouco dentro do Caldeirão, fazendo uma libação, enquanto diz:

Faço esta libação em homenagem à Deusa e ao Deus.
Homenageio também a todos os meus Ancestrais.
Que assim seja e que assim se faça!

Toque o pão com o Bastão e diga:

Eu te consagro em nome dos Antigos.
Que você me traga saúde, sucesso, prosperidade e amor.

Coma um pedaço do pão.

Cante, dance e festeje em homenagem à Deusa e aos seus antepassados.

Agradeça aos Ancestrais e destrace o Círculo.

Coloque o resto do pão no seu jardim ou aos pés de uma árvore como oferenda aos seus ancestrais

SAMHAIN: Entre o "Céu e a Terra"!


Era uma vez, há muitos anos atrás, muitos mesmos, um certo povo que se caracterizava por uma partilha cultural comum que prescindia da escrita. As suas tradições e sabedoria eram herdadas através do oral. Ora bem, amanhã seria para eles o último dia do ano do seu calendário. Mais uma época de reflexão e de balanço. Se o céu e a terra se tocavam, os mundos dos vivos e dos mortos também o faziam. E se para uns era algo de bem-vindo para outros não tanto.

O Samhain era celebrado, assim, de acordo com a perspectiva de cada: ou com pratos de leite, frutas e cereais à porta, com mais um lugar extra à mesa das refeições, recebendo desta forma os seus entes queridos já finados; ou em celebrações às luzes das labaredas das fogueiras, em ritos que agora nos parecem estranhos, fazendo uso das máscaras e da voz para lançar gritos estridentes, tentava-se afastar os mortos.

Fosse qual fosse o objectivo, celebrava-se uma comunhão que pretendia aspirar um equilíbrio perfeito entre estes dois mundos ou entre as energias que circulam com alguma tensão nestes momentos mais especiais.

"Samhain Dream"by Myria/Brighid October 1999
Fonte:teiadeariana.blogspot.com

A abóbora iluminada


Já sabemos que no fim da festa de Samhain os celtas levavam para casa uma brasa da fogueira comunitária central. Geralmente eram utilizados nabos ocos para o transporte, uma espécie de lanterna que lembrava muito as abóboras utilizadas na comemoração do Halloween. Essa não é, entretanto, a origem direta do costume de iluminar abóboras recortadas com feições humanas. O folclore irlandês do século XVIII era muito rico em superstições, tradições e cultura celta, que fazia parte significativa da cultura nacional. Um dos mitos mais conhecidos dos irlandeses era o do Jack Miserável, um personagem muito popular.

De acordo com a lenda, Jack era um velho fazendeiro alcoólatra, muito grosseiro, e um avarento de péssima reputação. Numa noite de 31 de outubro, ele bebeu demais e o Diabo em pessoa veio levar sua alma. Jack lhe implora mais um copo de bebida antes de ser levado ao Inferno, e o Diabo atende seu pedido. Como estava sem dinheiro para pagar o trago, ele pede ao demônio que se transforme em uma moeda, no que ele concorda. Quando vê a moeda sobre a mesa, Jack a coloca rapidamente em uma carteira que possuía o fecho em formato de cruz, impedindo Satã de sair. O Diabo, furioso, ordena que Jack o tire dali, e o trapaceiro lhe propõe um acordo: libertá-lo em troca de ficar na Terra por mais um ano. Sem opções, o Diabo concorda. Jack até tenta mudar de conduta, mas acaba voltando a ser o velho beberrão violento de sempre. No ano seguinte, como prometido, o Diabo lhe aparece na Noite de Todos os Santos, desta vez para levá-lo definitivamente. Espertalhão, Jack convence o demônio a subir em uma árvore para pegar umas maçãs, a última refeição que ele faria. Ele faz cruzes no tronco da árvore com seu canivete, impedindo novamente o Diabo, que promete desaparecer por dez anos se fosse liberto. Jack não aceita, e exige que o Diabo não lhe aborreça nunca mais, deixando-o em paz para sempre. O Diabo acaba aceitando, e Jack o deixa descer da árvore. No ano seguinte, por azar, ele acaba morrendo. Sua alma, ao chegar no Céu, é prontamente barrada, já que ele teve péssima conduta em vida, cheia de pecados e erros incorrigíveis. Jack tenta entrar no Inferno, mas o Diabo, para honrar o acordo, e talvez temendo mais uma trapaça, também não o aceita. Desse modo, Jack é condenado a vagar pela eternidade no Limbo entre os Reinos da Terra, do Céu e do Inferno. Assim que Satã o rejeita, ele lhe joga uma brasa para iluminar seu caminho no escuro e tenebroso Limbo. Jack coloca o fogo dentro de um nabo oco, e sai vagando pelos entre-mundos. A lenda diz que sua alma penada, conhecida como Jack O´Lantern, vaga pela Terra carregando sua lanterna na Noite de Todos os Santos, em que os véus entre os mundos caem. As lanternas feitas com nabos ocos e brasas ou velas dentro eram muito populares entre os escoceses e irlandeses, que as penduravam nas portas de casa e jardins para evitar Jack e outros espíritos errantes do Halloween, alem de também serem representações das almas falecidas. As famílias desses povos que emigraram para a América levaram essa tradição folclórica, substituindo os nabos pelas abóboras, que eram mais abundantes e mais fáceis de cortar. Logo surgiu a idéia de criar caras assustadoras e outros desenhos artísticos nas abóboras, um costume preservado até os dias de hoje. Interessante lembrar que a cabeça, para os celtas, era o centro do intelecto e da mente, sendo a parte mais poderosa do corpo, o que talvez justifique a transformação da abóbora na cabeça de Jack. Quanto a ele, provavelmente continua vagando pelo Limbo, e no Dia das Bruxas, faz sua visita à Terra…

Tradições


O Halloween, como é celebrado atualmente, apresenta muitas diferenças se comparado à festa original, restando apenas a alusão aos mortos, ainda que fracamente. Aos poucos foram sendo incorporados à data elementos estranhos de diferentes origens, que se popularizaram rapidamente, principalmente nos Estados Unidos e no Canadá, Isso transformou o Halloween em um evento principalmente comercial e cultural dos norte-americanos, que o têm como uma tradição muito especial, perdendo apenas para o Natal e o Dia de Ação de Graças.

Dentre as tradições acrescidas, temos, por exemplo, o costume de se fantasiar ou “disfarçar”, que possivelmente teve origem na França entre os séculos XVI e XV. Nessa época, a Europa era cruelmente flagelada pela peste bubônica, que dizimou um terço de sua população. Diariamente milhares morriam, e a cura para a doença parecia simplesmente não existir. Isso aumentava consideravelmente o temor e a preocupação das pessoas em relação à morte. A Igreja rapidamente reagiu, multiplicando as missas realizadas no Dia de Finados e Todos os Santos. Nasceram também representações artísticas de caráter burlesco ou satírico, chamadas de Danças da Morte ou Danças Macabras. Na véspera de Finados, alguns fiéis enfeitavam os cemitérios com desenhos ou pinturas do Diabo puxando alegremente uma fila de pessoas para dentro das tumbas, fossem elas reis, cavaleiros, damas, mendigos ou camponeses porque, afinal, a morte não faz distinções de qualquer espécie. Além disso, também eram encenadas representações teatrais, com pessoas que se fantasiavam de diferentes personalidades e também de Morte ou Diabo, à qual todos os outros personagens deveriam apresentar-se. Esse costume de se fantasiar na Noite das Bruxas se mesclou a outro, o de pedir “doces sob a ameaça de uma travessura”. Na Idade Média, uma das práticas populares do Dia de Finados era pedir “bolos das almas”, sobremesas de massa geralmente simples com coberturas de groselha. Quem pedia esses bolos eram as crianças, que passavam de porta em porta vestindo fantasias chamadas “soulings” (uma referência à palavra “alma”, ou “almejar”). Para cada bolo ganho, era ofertada uma oração aos familiares da pessoa que lhe dera o bolo. Essas eram as orações que ajudariam as pessoas a saírem do purgatório e irem para o Céu. Uma outra origem possível para essa tradição é inglesa, no período histórico de perseguição protestante contra os católicos (mais ou menos de 1500 a 1700). Os católicos ingleses haviam sido privados de seus direitos legais, não podendo exercer nenhum cargo público e tendo pesadas multas, impostos e prisões contra eles. Celebrar a missa era pena capital, e centenas de padres sofreram as conseqüências da desobediência. Logo houve uma tentativa um atentado contra o rei protestante Jorge I, em que o objetivo era explodir o Parlamento e matá-lo, gerando um levante de católicos contra a opressão. Os católicos conspiradores esconderam 36 barris de pólvora nos subterrâneos da Casa dos Lordes. O plano ficou conhecido como “Gunpowder Plot” (“Conspiração da Pólvora”), e foi rapidamente descoberto em 5 de novembro de 1605, quando um católico convertido chamado Guy Fawkes foi pego escondendo pólvora em sua casa. Ele foi enforcado logo em seguida. A data de sua morte tornou-se uma grande festa na Inglaterra, que ainda é celebrada atualmente, principalmente com fogueiras. Alguns protestantes comemoram usando máscaras e visitando os amigos e parentes católicos, exigindo-lhes cervejas, doces, ou pastéis. A festa foi trazida para os Estados Unidos pelos colonos, que a uniram ao Halloween, já introduzido pelos imigrantes irlandeses. A frase “travessuras ou gostosuras” (em inglês, “trick or treat”) também é originária dos irlandeses, que a popularizaram nos Estados Unidos.

Existem também algumas evidências históricas de que “travessuras ou gostosuras” tenha sido uma atividade comum da tradição celta original. Já sabemos que eles vestiam fantasias demoníacas, desfilando pelas cidades para afugentar os espíritos vagantes que desejavam corpos. Além disso, as crianças iam caminhando de porta em porta, pedindo lenha para uma enorme fogueira, que seria o centro da celebração, sendo apagadas todas as outras fogueiras e lampiões do vilarejo. No fim da festa, cada um levaria para casa um graveto com uma chama da fogueira central, como símbolo da unidade entre as pessoas do local. É possível também que os sacerdotes druidas se vestissem como os deuses, incorporando as características de um ou outro, e também existe a possibilidade de que eles passavam de casa em casa pedindo comida como oferenda às divindades. Alguns historiadores aceitam evidências de que os celtas realizavam sacrifícios de animais e até mesmo humanos em suas celebrações. Essas evidências não são convincentes, já que os principais relatos desses costumes rituais são do imperador romano Júlio César, que conquistou a Gália e a Bretanha, registrando tudo o que descobriu sobre as novas terras. De acordo com ele, os druidas criavam enormes esculturas feitas com galhos e ramos de árvores, queimando as pessoas ali dentro. É consenso entre muitos estudiosos que César pretendia desmoralizar os druidas por despeito, já que eles resistiram fortemente à invasão romana, podendo muito bem ser uma visão preconceituosa contra os povos “bárbaros”, que não faziam parte das fronteiras do Império.

Quanto às “travessuras”, podemos dizer que os celtas acreditavam em diversas criaturas travessas, como fadas, duendes e elfos, e o Halloween, como momento de transição entre os mundos, seria o dia que essas criaturas escolhiam para fazer suas brincadeiras. Dizia-se, por exemplo, que se uma pessoa atravessasse um outeiro numa noite de luar, ela ficaria presa Reino dos duendes, onde o tempo não passa. Podemos também supor que a véspera do Ano Novo celta era igual à nossa, ou seja, as pessoas bebiam exageradamente, se divertiam e faziam besteiras, uma espécie de “loucura coletiva”. A tradição das travessuras, segundo essa concepção, seria simplesmente o espírito de farra que permeava o último dia do ano.

31 de Outubro – Halloween / Samhain / Dia das Bruxas


Quem nunca assistiu a um filme em que crianças fantasiadas batem de porta em porta e perguntam: “Travessuras ou Gostosuras” ? Ou então não se encantou com as centenas de séries, filmes e desenhos animados com seus magos, bruxas e afins ? Ou não se assustou com algum filme de terror em que um serial killer mascarado escolhe uma data do ano para atacar e matar quem estiver em seu caminho ? Isso tudo tem estreita relação com uma famosa data celebrada no dia 31 de outubro: O Halloween, ou Dia das Bruxas. O Halloween, como nós o conhecemos, tem suas origens nas regiões da Gália e as ilhas da Grã-Bretanha, por volta dos anos 600 a.C. a 800 d.C., mas inicialmente não era relacionado à bruxaria. A data, na realidade, é um dos festivais do calendário celta, a comemoração do Samhain (pronuncia-se Souen ou Sauáin, significa literalmente “fim do verão”, em irlandês), que celebrava o fim do verão e ocorria entre os dias 30 de outubro e 7 de novembro. Podemos dizer que o Halloween tem duas origens distintas: a pagã e a cristã.


A religião celta, o druidismo, não tinha registros escritos. Tudo era transmitido oralmente e, portanto, perdeu-se um pouco do conhecimento sobre os significados de determinados conceitos religiosos. Muitos historiadores discordam com relação a determinadas afirmações sobre as tradições religiosas célticas. O que se sabe é que o Samhain era uma festa que comemorava o fim do verão, o início de um novo ano e o final da terceira e última colheita. Começava-se também o armazenamento das provisões para o inverno, que lentamente se aproximava. Uma das bases da sociedade celta era o pastoreamento de ovelhas e gado. No final de outubro o tempo esfriava mais, e os pastores traziam seus animais para pastos mais próximos de sua casa, o que geralmente representava significativas mudanças na rotina diária. Nos meses do outono e do inverno, todos passavam mais tempo juntos, dentro ou próximo de suas casas, realizando artesanatos, trabalhos domésticos e armazenando comida. De acordo com a tradição celta, a mudança era considerada como um momento em que as coisas transitam de um estado para outro. O ponto de equilíbrio entre os extremos era muito caro à filosofia celta, e o fim do verão era uma representação disso, portanto, tinha propriedades ditas “mágicas”, ou seja, uma abertura ou conexão com os mortos, que haviam passado pela última e fatal mudança. Como era uma data que ficava a meio caminho do solstício de verão e o de inverno, os celtas a relacionavam ao momento em que o véu entre os mundos – dos vivos e dos mortos – é mais tênue, e assim, é um festival dos antepassados, a época de se ligar aos espíritos e aos mais velhos. A celebração era presidida pelos sacerdotes druidas, que atuavam como médiuns, incorporando espíritos para que esses pudessem falar com seus familiares e amigos. Enormes fogueiras eram construídas, e as pessoas se reuniam para queimar oferendas às deidades. Durante a comemoração, os druidas usavam trajes específicos, geralmente constituídos de peles e cabeças de animais. Acreditava-se também que os espíritos dos mortos naquele ano retornavam para visitar seus antigos lares e guiar os familiares ao Outro Mundo e que, algumas vezes, esses espíritos procuravam corpos vivos para possuir e usar pelo tempo que quisessem. Desse modo, na noite de 31 de outubro todas as tochas e fogueiras eram apagadas, o ambiente tornava-se hostil e escuro, e as pessoas vestiam-se com fantasias, folhas e galhadas, desfilando em procissão pelas ruas para assustar os que procuravam corpos para possuir. Sabe-se também que os celtas veneravam a constelação das sete estrelas, as Plêiades, que alcançam seu ponto mais alto no céu setentrional no dia 31 de outubro, e depois desciam lentamente para o Hemisfério Sul. Por isso, havia a crença de que o verão sempre voltaria e terminaria com o surgimento das Plêiades. Todas essas tradições foram adotadas pelos romanos, que invadiram as Ilhas Britânicas por volta de 46 a.C. Posteriormente eles abandonaram os costumes, substituindo-os por outros. Com o advento do cristianismo, a religião celta foi aos poucos desaparecendo, e em meados do século II d.C. ela praticamente não existia mais, restando apenas alguns resquícios das celebrações originais. É necessário dizer que, entre os celtas, o Halloween não tinha uma relação específica com a bruxaria. Entretanto, os povos célticos da Irlanda que migraram para os Estados Unidos no início da colonização levaram as tradições do Samhain, e a festa logo ganhou aceitação local, mesclando-se às histórias de bruxas contadas pelos índios norte-americanos e, mais tarde, às crenças em magia negra e vodu que permeavam as religiões dos escravos africanos.

A origem cristã do Halloween também é controversa. Sabemos que a Igreja Católica sempre homenageou seus mortos, e caso a pessoa seja de fato muito virtuosa ou realize milagres em vida, ela ganha o direito de ser canonizada e se tornar “santa”, intermediária entre Deus e o Homem, capaz de realizar milagres no plano físico. Geralmente esses santos são homenageados pelos católicos em seus “dias” específicos, geralmente seu aniversário de morte. Entretanto, como são milhares de santos, por vezes é impossível estabelecer datas celebrativas para todos. Sabe-se que, desde o século IV, a Igreja da Síria consagrava um dia à celebração de Todos os Mártires. No século VII, o Papa Bonifácio IV transforma um templo romano dedicado a todas as divindades (chamado de Panteão) em uma Igreja dedicada a Todos os Santos, ou seja, a todos que o precediam na fé. Ele estabelece também o Dia de Todos os Santos, com o intuito de homenagear todos os canonizados em uma mesma data, no caso, 13 de maio. Mais tarde, no século VIII, o Papa Gregório III transfere a data para 1º de novembro, dia da dedicação da Capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma. Em 840, O Papa Gregório VII ordena que esse dia seja celebrado universalmente, tornando-a uma festa de grandes proporções. Para tanto, havia uma celebração vespertina (ou vigília) na noite do dia 31 de outubro, o que estava de acordo com as tradições judaicas, em que os dias santos eram considerados do pôr-do-sol de um dia ao pôr-do-sol do dia seguinte. Essa vigília era chamada de All Hallows’ Even, ou seja, Noite de Todos os Santos, véspera do All Hallows’ Day (Dia de Todos os Santos). A palavra “Hallow”, em inglês arcaico, tinha o significado de “pessoa santa”. Com o tempo a Noite de Todos o Santos passou de All Hallows’ Even a Hallowe’en até chegar ao que conhecemos hoje, o Halloween. É senso comum entre os historiadores de que a mudança de data para 1º de novembro era parte de uma antiga política da Igreja Católica de associar tradições não-cristâs ou pagãs a suas festividades, com o firme intento de converter mais pessoas à fé cristã, mesmo que isso significasse alterar o calendário religioso para que esse correspondesse às datas pagãs. Com a incorporação do Samhain ao Dia de Todos os Santos, a Igreja também acabou incorporando determinadas tradições célticas às celebrações do Dia de Todos os Santos, o que ajudou a trazer para o Cristianismo católico os descendentes dos Celtas, principalmente irlandeses. Entretanto, a coloração espiritual ou sobrenatural da data ainda ficou muito forte e, com a disparidade de religiões, a Igreja cria o Dia de Finados no século XIII, com a intenção de homenagear os mortos cristãos. No catolicismo, são feitas orações aos entes queridos que estão no purgatório, período de purificação (através do sofrimento) pelo qual as almas passam para posteriormente entrarem no Céu. Apesar da introdução de mais esse feriado, continuou a curiosidade dos cristãos em relação aos espíritos dos mortos que voltava, vez que essa era a idéia básica da festividade original do Samhain. Assim, a Igreja passa a associar esses espíritos a demônios ou criaturas do mal, e por isso o Halloween apresenta algumas vezes imagens tão horripilantes.

SAMHAIN_O CULTO AOS ANCESTRAIAS


A morte faz parte do ciclo da vida, assim como o dia alterna-se com a noite, a luz com a sombra. A sombra da proximidade da morte nos permite compreender e respeitar o delicado equilíbrio da vida. Assim, seremos capazes de aceitar a continuidade da vida nos nossos descendentes, pois nós também somos a continuação da linhagem ancestral. As gerações nascem, crescem, florescem, amadurecem e decaem, feito frutos de uma mesma árvore, transformando-se no adubo rico necessário para a próxima colheita. Venerar os ancestrais mantém viva a conexão entre as gerações, os vivos reconhecendo e agradecendo àqueles que trilharam antes os caminhos, abrindo portas e deixando o legado das suas experiências e realizações.

De uma forma ou de outra, todas as antigas culturas do hemisfério Norte reverenciavam os mortos, com celebrações e oferendas realizadas no final do outono, quando a própria natureza entrava em declínio. Festejavam-se ao mesmo tempo a última colheita, o abate dos animais para garantir a sobrevivência humana durante os meses de inverno e a lembrança daqueles que tinham passado para o mundo dos espíritos, ao longo do ano.

Os nomes das comemorações dos ancestrais variavam de um país para outro – “Pitra Visarjana Amavasya”, na Índia; “O Dia das almas errantes”, no Tibet; “Festival Obon”, no Japão; e “A festa dos fantasmas famintos”, na China. Na África, em Daomé (atual Benim), celebrava-se “colocar a mesa”; na Sicília, na festa dos “I Morti” as mesas eram postas com “armuzzi” – “as mãos do morto” modeladas em massa de pão, enquanto no resto da Itália os doces de clara de ovo com amêndoas e açúcar eram chamados de “ossi di morti”. No México, até hoje, os familiares fazem piquenique nos cemitérios, levando para os túmulos, enfeitados com guirlandas de calêndulas, os pratos e as bebidas preferidas dos falecidos.

O dia de Los Muertos mexicanos não é uma comemoração macabra ou grotesca, mas uma maneira alegre, divertida e espontânea de reconhecer a inevitabilidade da morte. Ela aparece nos brinquedos das crianças (representada como soldado, herói, policial, médico, dentista, jogador de bola, professor, noivo ou noiva), nos enfeites de açúcar e nos doces, modelada como caveira ou esqueleto e nas “calaveras” – cartões e imagens de caveiras coloridas com dizeres engraçados trocados entre os amigos. Todos têm um esqueleto, todos vão acabar no cemitério, portanto, é melhor se acostumar desde criança com esta realidade.

As datas dos festivais dos mortos também diferiam de uma cultura para outra. No Egito, a baixa do Rio Nilo, em novembro, marcava o início de “Isia”, a celebração de seis dias que lembrava a morte do deus Osíris. Procissões, drama sagrado, cânticos e danças reencenavam a sua morte e ressurreição, bem como a celebração do retorno das almas para visitar seus familiares. Lamparinas iluminavam suas antigas moradias e os caminhos para orientá-las, os templos e as casas eram enfeitados com flores e oferendas de comidas e bebidas. Do Egito, este costume se espalhou pela Europa e foi preservado e adaptado pelos povos celtas. Por serem povos pastoris, os celtas dividiam o ano em duas estações – o verão, quando o gado era levado para os pastos, e o inverno, quando era trazido de volta.

“Samhain” (pronunciado “souen”) era o festival celta dos mortos celebrado no dia 31 de outubro, considerado o primeiro dia de inverno e o início do Novo Ano. Neste dia, os véus entre os mundos se tornavam mais tênues, as almas transitavam mais facilmente de um lado para outro. Além dos familiares mortos, outros seres se manifestavam nesta noite – fadas escuras, elfos, almas perdidas, espíritos zombeteiros. Para se protegerem deles, os celtas usavam máscaras de animais e acendiam fogueiras nas colinas para guiarem os espíritos dos seus ancestrais de volta para suas antigas casas, enfeitadas com lamparinas de abóbora ou nabo colocadas nas janelas e nas portas. Durante séculos, o cristianismo tentou, em vão, suprimir os festejos de três dias do Sabbat Samhain. Por não conseguir, apelou para o sincretismo religioso, criando o Dia de Todos os Santos e o Dia de Finados, sobrepondo a data cristã ao antigo festival pagão.

Os milhões de emigrantes europeus (principalmente irlandeses que estavam sem meios de sobrevivência após a grande fome de 1846) levaram para sua nova pátria – os EUA – seus costumes e práticas ancestrais. Surgiu, assim, a festa profana de Halloween, pela metamorfose dos significados antigos (máscaras, fantasmas, lanternas, comidas), disfarçados em apresentações caricaturais (bruxas, chapéus pontudos, perucas coloridas, vassouras, lanternas de abóboras, caça aos doces – este costume sendo uma reminiscência do hábito antigo de dar esmolas aos pobres e comida para as almas). O comércio e Hollywood contribuíram, em muito, para tornar o antigo festival Samhain em festa folclórica, infantil ou em um simples baile de máscaras. Mesmo assim, alguns povos ainda preservam de forma autêntica as tradições dos seus ancestrais. Os nativos norte-americanos celebram até hoje, na primeira lua cheia após o solstício de inverno, o retorno dos Kachinas – os espíritos dos seus antepassados, com o Festival Soyal, que inclui danças com máscaras, fogueiras e oferendas.

No Japão, o Festival Obon é celebrado durante 18 dias, requerendo uma esmerada preparação prévia dos templos, jardins, casas para a recepção dos “shugoray” – os espíritos dos ancestrais. As famílias se reúnem e invocam os espíritos com danças circulares que induzem a um estado de transe, facilitando percepções paranormais e manifestações de ectoplasmia e telecinésia. Antes de Obon, os familiares vão em peregrinação para os cemitérios, limpam a área, plantam flores e deixam oferendas de comidas, bebidas e imagens de cavalos (para ajudar o deslocamento dos espíritos entre os mundos).

No último dia do Festival, os ancestrais estão sendo encorajados para voltar para a “Terra dos Mortos” e enormes fogueiras são acesas para lhes iluminar o retorno. Deste amálgama de informações e costumes, cada pessoa pode criar uma homenagem pessoal para seus antepassados, seja criando um pequeno altar na sua casa (colocando fotos, objetos, lembranças no canto especificado pela sabedoria Feng Shui), seja preparando um pequeno altar externo (como na Tailândia), usando uma miniatura de casa (como uma gaiola de pássaros), pintada com símbolos que propiciem o renascimento para “recepcionar” os visitantes do Além. Uma alternativa é seguir o costume vigente, levando flores para seus túmulos, encomendar um culto ou visualizá-los envoltos pela Luz Maior.

O importante é reconhecer o seu legado, reverenciar a linhagem ancestral, preservar as tradições antigas e honrar sua sabedoria lembrando a frase de Kahlil Gibran: “Todos os que viveram no passado vivem em nós agora. Que possamos honrá-los como hóspedes valiosos”.

Mirella Faur
Fonte:teiadethea

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Magia organizada


Realizando uma lista de verificação pré-magia.

VERIFIQUE SEMPRE os correspondentes:

◊ As fases da Lua;
◊ O planeta / a cor da vela;
◊ O horário;
◊ O dia da semana;
◊ A cor da vela para a Deusa:
◊ A cor da vela para o Deus;
◊ As velas dos elementares.
◊ A cor certa do encanto desejado;
◊ As orações apropriadas;

O ambiente adequado.
Escolher e reservar os incensos, velas, ervas e essências compativeis ao ritual escolhido.

◊ Colocar todas as suas
ferramentas e tudo que for usar em uma sala que não será perturbado(a).
◊ Expulse qualquer energia negativa para fora da sala usando a sua vassoura.
◊Limpar e purificar tudo o que você estará usando dentro do círculo com o sal.
◊ De preferência tomar banho antes do ritual;
◊ Tocar o seu sino do altar três vezes para começar a cerimônia de magia.
◊ Abrir o círculo com potência, proteção e energia positiva.
◊ Chamar os quatro espíritos guardiões e suas luzes elementares.
◊ Chamar a deusa da lua e acender a sua vela.
◊ Chamar o deus do sol e acender a sua vela.
◊ Acenda a vela principal ou velas e dizer as palavras de seu feitiço, liberar as energias.
◊ Dar bênçãos e graças à Deusa da Lua;
◊ Dar bênçãos e graças ao Deus do Sol;
◊ Dar bênçãos e graças aos espíritos guardiões;
◊ Fechar o círculo.
◊ Tocar o seu sino do altar três vezes para fechar a cerimônia de magia.
◊ Coloque de lado todos os itens que você deseja manter e os demais para enterrar.

Nota: sempre escreva seu ritual, ajuda a não esquecer muita coisa!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

TEMPO...


Há tempos em nossa vida que contam de forma diferente.

Há semanas que duraram anos, como há anos que não contaram um dia.

Há paixões que foram eternas, como há amigos que passaram céleres, apesar do calendário mostrar que eles ficaram por anos em nossas agendas.

Há amores não realizados que deixaram olhares de meses e beijos não dados que até hoje esperam o desfecho.

Há trabalhos que nos tomaram décadas de nosso tempo na terra, mas que nossa memória insiste em contá-los como semanas.

Há casamentos que, ao olhar para trás, mal preenchem os feriados das folhinhas.

Há tristezas que nos paralisaram por meses, mas que hoje, passados os dias difíceis, mal guardamos lembranças de horas.

Há eventos que marcaram e que duram para sempre, o nascimento do filho, a morte do pai, a viagem inesquecível, um sonho realizado. Estes têm a duração que nos ensina o significado da palavra "eternidade".

Já viajei para a mesma cidade uma centena de vezes e na maioria das vezes o tempo transcorrido foi o mesmo.

Mas conforme meu espírito, houve viagem que não teve fim, como há percurso que nem me lembro de ter feito, tão feliz eu estava na ocasião.

O relógio do coração - hoje eu descubro - bate noutra freqüência daquele que carrego no pulso.

Marca um tempo diferente, de emoções que perduram e que mostram o verdadeiro tempo da gente.

Por este relógio, velhice é coisa de quem não conseguiu esticar o tempo que temos no mundo.

É olhar as rugas e não perceber a maturidade.

É pensar antes naquilo que não foi feito, ao invés de se alegrar e sorrir com as lembranças da vida.

Pense nisso.
E consulte sempre o relógio do coração:
Ele te mostrará o verdadeiro tempo do mundo.

Honrando Diana dos bosques


Dedicar algum tempo ao ambiente ao seu redor é uma forma de honrar Diana. Assim, atividades como recolher lixo de um terreno baldio ou encontrar um lar para animais abandonados são todas atividades relacionadas à esta Deusa e que fazem bem a todos.

No entanto, se desejar realizar um ritual específico para Diana, segue-se este roteiro. Realize o ritual na Lua Crescente.

Não é difícil encontrar estátuas de Diana e é sempre bom ter uma em casa para representar a Deusa e nos abençoar no dia-a-dia. Se não encontrar uma estátua, vale uma ilustração ou imagem de animais silvestres. Sempre que você contemplar a imagem, se lembrará de sua conexão com os outros seres vivos.

Acenda uma vela branca e, se possível, fique nua (se não puder ou não quiser, use roupas leves e brancas). Realize a meditação de Lua Crescente (veja na seção de rituais para a Lua) e concentre-se nos aspectos da deusa como Donzela e Caçadora. Pense nos seus aspectos como a Caçadora.

Diga as seguintes palavras, que também podem ser ditas quando você estiver passeando por um parque ou bosque:

Diana da crescente de prata,
Deusa das florestas, bosques e da Lua
Eu celebro este dia em sua homenagem.

Levante seus braços em direção à Lua Crescente e diga:

Eu ergo meus braços em direção à sua crescente celeste
E agradeço por seus cuidados por criaturas e bosques
Por proteger as árvores e as florestas
Peço suas bênçãos também, Diana.

Cante para a Deusa Diana. Se quiser, pode dançar também ou tocar algum instrumento. Quando achar que está bom, encerre o ritual.

Ritual Chamando pela deusa do amor


Fase da Lua: Cheia

Objetos necessários para o ritual:
- incenso de rosas
- uma vela vermelha e uma vela rosa
- pétalas de rosa decorando seu altar
- barbante ou fita rosa do tamanho da sua cintura
- imagem da Deusa Vênus
- caneta e pedaço de papel

Acenda o incenso e decore seu altar de acordo com o ritual. No papel, escreva: “Alguém que realmente me ame”. Se desejar lançar um encantamento sobre uma pessoa específica, reflita cuidadosamente sobre as implicações desta ação. Você realmente quer que determinada pessoa te ame apenas porque você fez um ritual de magia? A Deusa do amor sabe muito mais sobre isso do que você; deixe que ela escolha a pessoa certa.

Quando estiver preparada(o), permaneça em silêncio para relaxar. Acenda as velas, dizendo:

Meu coração está vazio
Grande Deusa do amor, envie-me alguém que o encha de amor

Minha alma deseja assim
Conduza-me à harmonia espiritual

Minha mente está inerte
Encha-a com fertilidade
Passe o barbante pela fumaça do incenso, consagrando-o. Fique de pé em silêncio por alguns momentos, agradecendo à Deusa do amor por seu auxílio. Ouça seus conselhos. Depois, deixe o papel no altar até a manhã seguinte. Apague as velas.

Na noite seguinte, volte ao altar. Acenda outro incenso e as velas novamente. Converse com Vênus usando suas próprias palavras, explicando as características que mais deseja em um parceiro.

Ateie fogo no pedaço de papel com a chama da vela rosa e deixe que queime em uma vasilha metálica. Livre-se das cinzas quando esfriarem.

sábado, 7 de agosto de 2010

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Reencarnação


A reencarnação, é uma idéia central de diversos sistemas filosóficos e religiosos, segundo a qual uma porção do Ser é capaz de subsistir à morte do corpo, chamada consciência, espírito ou alma, é capaz de ligar-se sucessivamente a diversos corpos para a consecução de um fim específico, como o auto-aperfeiçoamento ou o esvaziamento do Eu.

A reencarnação é um dos pontos fundamentais do espiritismo, sistematizado por Allan Kardec, mas também faz parte do sistema de crenças de várias religiões e filosofias como o Hinduísmo, o Jainismo, a Teosofia, o Rosacrucianismo, a filosofia socrato-platônica e as vertentes místicas do Cristianismo como, por exemplo, o Cristianismo esotérico. É uma crença popular entre muitos cristãos de outras linhas (especialmente entre católicos brasileiros), embora a grande maioria das denominações cristãs não a admita.

Há referência a conceitos que lembram a reencarnação na maior parte das religiões, incluindo religiões do Egito Antigo, religiões indígenas, entre outras. A crença na reencarnação também é parte da cultura popular ocidental, e sua representação é frequente em filmes de Hollywood. É comum no Ocidente a idéia de que o budismo também pregue a reencarnação, embora na visão budista não seja aceita a concepção de uma alma individual, que passa de um corpo a outro, dando preferência à noção de renascimento.

A crença na sobrevivência da consciência após a morte é comum e tem-se mantido por toda a história da humanidade. Quase todas as civilizações na história tem tido um sistema de crença relativo à vida após a morte. Este ponto de vista pressupõe que a consciência é mais do que uma simples função do cérebro.

O objetivo de todo Espírito é a sua evolução, encarnamos na Terra com o intuito de viver a nossa vida e através dessa vivência ir adquirindo mais experiênia e sabedoria, o que por consequência acaba dando ao Espírito a chance de ir evoluindo. A necessidade de encarnar em um planeta como a Terra (que é de provas e expiações, na sua atual condição) é justamente o fato de que ainda estamos em um grau de evolução em que necessitamos de forte interação com a matéria "pesada" e a Terra fornece o necessário para a nossa breve estadia por aqui, pois cada Espírito encarna em uma orbe compatível com seu grau de evolução, ou seja, um Espírito mais evoluido necessita menos matéria do que um Espírito menos evoluido (como nós), por isso ele acaba encarnando em um planeta que tem menos matéria em sua composição, e assim vai até o ponto de o Espírito não precisar mais encarnar, pois alcança um grau de evolução tão alto que a interação com a matéria deixa de ser necessária.

Pois bem, de uma forma resumida, digamos que é tanta coisa pra aprender com essas experiências que uma vida só aqui na Terra (o que varia, mas a média é de uns 70 a 80 anos hoje, chutando) não é o suficiente para alcançarmos o grau de evolução necessário, pois é preciso respeitar as leis da física e o nosso corpo (que é o meio em que nosso Espírito usa para interagir com a matéria deste planeta) acaba "jogando a toalha" e por fim falece. Esse é o momento em que chamamos de desencarne, pois o Espírito deixa o corpo a qual não lhe serve mais e parte novamente para o mundo espiritual, o seu verdadeiro lar.

A experiência de vida na matéria continuará novamente quando o Espírito regressar em um novo corpo (aqui ele renasce, ou reencarna, como preferir) e começar uma nova vida, aprendendo novas coisas e adquirindo mais sabedoria sobre as coisas, como a moral e o amor ao próximo, e assim fechando o ciclo a qual damos o nome de reencarnação.

Mas, uma pergunta que poderia ficar no ar (dentre muiiiitas outras, pois, como disse, o assunto carece de um estudo bem profundo) é o por que o nosso corpo não pode viver mais tempo (digamos ai 300 anos) e "economizar" essas idas e vindas. Mais uma vez, é preciso respeitar outros pontos, no caso, o próprio planeta, pois o mesmo não suportaria tantas pessoas vivendo por um longo período de tempo, pois seus recursos são limitados e é necessário a manutenção do número de habitantes para o equilibrio de seus recursos naturais. Isso ocorre não só aqui na Terra como também em outras orbes que recebe Espíritos encarnados.